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Ao centro, Rogério Lourenço é observado pelos jogadores e membros da comissão técnica do Fla
Adriano foi muito exigido no treino de bola parada, tanto ofensivamente quanto na ajuda à defesa
Não foi uma terça-feira como outra qualquer na Gávea. As dezenas de jornalistas davam o clima decisivo pelo qual passa o Flamengo nesta véspera de duelo contra o Corinthians, no Maracanã, às 21h50, pela Libertadores. Além disso, no campo, o tradicional rachão disputado pelos jogadores começou mais tarde.
Isso porque o novo treinador Rogério Lourenço realizou, mesmo que por apenas 15 minutos, um treino tático. Antes, por dez minutos, conversou com todo o elenco no centro do gramado. O rachão, tão esperado pelos jogadores, só ocorreu no fim, depois de muito treinamento de bola parada.
“Os treinamentos fazem parte de uma rotina de qualquer equipe. A bola parada hoje representa uns 50% dos gols que saem nas partidas. Sabemos que podemos aproveitar a nosso favor e também estar preparado contra”, explicou o técnico rubro-negro.
Essa foi a segunda entrevista coletiva concedida por Rogério Lourenço desde que assumiu a equipe no último sábado, com a demissão de Andrade. Mesmo pouco acostumado aos holofotes, não se intimidou diante de tanto aparato e jornalistas na acanhada sala de imprensa do Flamengo.
“Com certeza nunca enfrentei tantas câmeras e microfones. Mas isso não me intimida. Faz eu pensar na minha trajetória no futebol e em como consegui chegar aqui. Estou tranquilo e vou sempre seguir minhas convicções, que foi o que fez eu estar sentado aqui hoje”, completou Rogério Lourenço.
Uma dessas convicções é a opção por escalar o volante Rômulo, que sequer estava inscrito na Libertadores e só disputou um amistoso e alguns minutos de um jogo oficial no ano. Para o treinador, o jogador tem condições de proteger a criticada defesa rubro-negra.
“Pelo que eu vinha vendo da equipe nas partidas, o Flamengo precisava de um jogador com as características do Rômulo. Ele está evoluindo nos treinos e era questão de tempo ter essa oportunidade. O momento era esse. Eu tinha de pensar rápido e agir. Acredito no potencial dele”, afirmou o comandante flamenguista.
Fora da sala de imprensa, um enorme número de conselheiros e beneméritos, todos engravatados, circulava livremente pelo departamento de futebol. Com a saída de Marcos Braz (vice de futebol) e Eduardo Manhães (diretor de futebol), a presidente Patrícia Amorim ainda não escolheu um nome para os cargos e existe muita especulação na Gávea, que, em meio à decisões, vive conturbado clima político.
“Sinceramente, minha preocupação é fazer com que o Flamengo jogue bem. Tive dois dias de treino e não tinha como fazer muitas mudanças. Era mais mexer com o emocional dos jogadores e mostrar que eles estão vivos na Libertadores. É uma nova competição a partir de agora. O primeiro passo é amanhã [quarta-feira]. Depois vemos o que acontece”, concluiu Rogério Lourenço.
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