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Nome: 
Hilderado Luís Bellini

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Nascimento: 
07/06/1930, em Itapira (SP)

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Peso: 77kg

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Altura: 1,82m

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Clubes: Itapirense (1948); Sanjoanense (1949 a 1951); Vasco (1952 a 1962); São Paulo (1963 a 1968); Atlético-PR (1968 e 1969)

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Títulos: Campeonato Carioca (1952/1956/1958); Copa Rocca (1957/1960); Torneio Rio-São Paulo (1958); Taça Oswaldo Cruz (1958/1961); Copa do Mundo (1958/1962); Taça Bernardo O'Higgins (1959); Taça Atlântico (1960)

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Copas: 3 (1958, 1962, 1966)

Bellini

Naquele ano de 1958, não poderia haver honra maior para um brasileiro. Bellini foi o primeiro a segurar a taça Jules Rimet, expondo para todo o mundo o orgulho brasileiro, ferido desde a derrota na final de 1950, contra o Uruguai. A cena ficou eternizada na mente dos torcedores e marcou o início da dominação do futebol do Brasil no cenário mundial.

Bellini não tinha muita técnica. Era um típico zagueiro: raçudo, viril. Impunha-se mais pela presença e pelo jogo sério do que pela categoria, mas nunca precisou de violência para barrar atacantes.

Por isso a torcida confiava nele. Com Bellini na área, não havia susto. Ele estreou no Vasco em 1952, lançado pelo técnico Flávio Costa.

Vestiu a camisa do time de São Januário durante dez anos. Sua marca registrada era a liderança. Em tempos em que ganhar do Flamengo ou do Botafogo era coisa rara, o zagueiro não admitia que os companheiros entrassem em campo vencidos.

Foi esse espírito que lhe garantiu a braçadeira de capitão da seleção brasileira na Suécia, em 1958. No 0 x 0 contra a Inglaterra, a partida mais difícil do Brasil naquela Copa, o atacante Mazzola perdeu um gol feito, entrou em pânico e começou a chorar. Bellini não teve dúvida: saiu lá de trás e, com um tabefe regenerador, repôs o companheiro no jogo.

Grande zagueiro e grande capitão, Bellini, no entanto, sempre foi mais lembrado pelo gesto que inventou ao receber a Jules Rimet. Com as duas mãos, ele ergueu o troféu acima da cabeça. Desde então, tem sido imitado pelos capitães de todas as seleções campeãs do mundo.

"Não foi nada programado", diz. "Os fotógrafos pediram que eu levantasse a taça." Bellini ainda seria bicampeão no Chile, em 1962, mas na reserva de Mauro.

Uma coincidência marca a carreira de Bellini. Em 1949, foi contratado pelo Sãojoanense, de São João da Boa Vista (interior de São Paulo) para substituir o zagueiro Mauro Ramos de Oliveira, que havia se transferido para o São Paulo.

Treze anos mais tarde, mais uma vez Bellini foi contratado para substituir Mauro, dessa vez no São Paulo. Pelo tricolor paulista jogou até 1968. Em 1970, foi campeão parananense pelo Atlético, seu último clube, despediu-se do futebol.

Hoje em dia, Bellini vive em Higienópolis, bairro paulistano, e costuma matar o tempo com longas partidas de sinuca.

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