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Por sorte, fiquei no mesmo hotel que o time do Petrolina, e assim pude ter uma boa conversa com o técnico do Petrolina Mário Cézar Cupira, 42.
Cupira, formado em Educação Física, trabalhou como preparador físico em vários clubes, e há cinco meses tornou-se técnico do Petrolina. Foi uma boa estréia. Ele conseguiu a sétima posição no Pernambucano, o que, com a desistência de Serrano e Ypiranga, lhe deu o direito de disputar a Série C. O problema de Cupira é que, depois do fim do Pernambucano, os jogadores de seu time atravessaram a ponte sobre o Rio São Francisco e foram para Juazeiro, disputar a segunda divisão do Campeonato Baiano, onde o time de um político local prometia melhores salários (o Petrolina recebe 50 mil por mês da prefeitura. A média salarial fica em torno de 1,5 mil). Ou seja, Cupira teve menos de um mês para montar uma equipe. Na verdade, nem isso. É que a primeira saída tentada pelo time foi usar os jogadores de um grupo de empresários paulistas. Mas o acordo não deu certo e aí sobraram apenas 15 dias para Cupira formar um novo time. Acabou chamando jogadores de vários times da região e só teve tempo para dois ou três coletivos. No jogo contra o ASA, para que o time tivesse 18 jogadores no banco, colocou dois goleiros reservas. Mas esses problemas não desanimam Curupira. Adepto do 4-5-1, ele sonha em estar no São Paulo ou no Cruzeiro daqui a dez anos. Porém, não é um grande futurólogo. Seu palpite para o jogo foi 2 a 1 para o Petrolina. |
percorridos desde São Paulo
de gasolina gastos no seu possante
mordidas em refeições e lanches
Lar, doce lar
Os quilos que ganhei