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Meu leitor-guia em Campina Grande foi Elvis Maciel, de 24 anos. Ele ficou sabendo desta página do UOL sobre a Série C por uma comunidade do Orkut, a Futebol Alternativo, e virou meu cicerone (para isso perdeu uma aula na faculdade de Arte e Mídia, mas parece não ter se importado muito).
Ele não faz parte de nenhuma organizada, mas tem um grupo de amigos (que, por coincidência, estavam em 13) com quem sempre assiste aos jogos. Ele me levou até a loja do clube, que fica embaixo da do Campinense. Lá encontrei algumas coisas diferentes, como uma telha de ouro, balões de São João com as cores do time e uma rede alvinegra. A convivência entre os consumidores das duas lojas é pacífica, mas, depois das finais de campeonato, a loja do time derrotado fecha as portas para evitar humilhações. Rápido na caminhada (eu quase tinha que correr para não perdê-lo de vista) e nas piadas, Elvis (que tem este nome porque seu pai gostava do Presley) também me levou até o Memorial do Esporte Aurino de Barros Filho, um curioso espaço dividido em duas partes, uma alvinegra, para o Treze, e outra rubro-negra, para o Campinense. Elvis era trezeano e vascaíno, mas acabou deixando o clube carioca de lado. "Não vou torcer para um time que nem sabe que eu existo. E o pessoal de lá do Rio pensa que paraibano é porteiro ou garçom." |
percorridos desde São Paulo
de gasolina gastos no seu possante
mordidas em refeições e lanches
Lar, doce lar
Os quilos que ganhei