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Edvonaldo tem 47 anos e é o oitavo de onze irmãos, todos com os nomes começados em "Ed".
Seu pai era operário de uma fábrica de doce, a Peixe, e conseguiu educar todos os filhos ganhando algo como um salário mínimo. Dez deles tornaram-se bancários e um, oficial de justiça.
Lá pelos quinze anos, leu muitos autores russos, e acha que seu gosto por castelos pode ter vindo das descrições de Dostoivski e cia. Também gosta muito de Kafka (por coincidência, autor de "O castelo"), e acha que essa admiração pelo criador de Joseph K pode ser a causa de ter tido seis namoradas com nomes iniciados por K (hoje é casado com Kaline). Em 1989 sofreu um acidente de carro e perdeu Kátia, sua primeira esposa. Por conta disso, Edvonaldo não conseguiu voltar para a casa e ficou oito anos morando com os pais. Porém, antes mesmo de seu retorno, começou a mexer na antiga casa, a fim de transformá-la num castelo. E ele não é apenas o arquiteto de seu castelo. Muitas vezes faz-se de pedreiro, o que já lhe rendeu alguns pinos no pé e uma hérnia. Católico e torcedor do Náutico, Edvonaldo brinca dizendo que nunca vai acabar o castelo. "Diz a lenda que quem acaba de construir um castelo morre." Mas ele sabe que a iniludível um dia chegará, e já decidiu que deixará sua obra para a cidade. "No fim do jogo, tanto o peão quanto o rei vão para a caixinha, e vale o que se deixa por aqui." |
percorridos desde São Paulo
de gasolina gastos no seu possante
mordidas em refeições e lanches
Lar, doce lar
Os quilos que ganhei