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Meu leitor-guia na cidade foi Silvio Roberto Souza, advogado que nasceu em Pesqueira há quarenta anos.
Na infância, o ídolo de Silvio era Rivellino, e ele gostaria de jogar como o bigodudo craque. Mas era destro. E as diferenças não paravam por aí: Silvio era ruim no futebol, muito ruim. Como goleiro, até se saía bem, mas os óculos atrapalharam a possível carreira. Teve que se contentar em acompanhar o futebol pelo rádio, ouvindo Jorge Curi e Waldir Amaral. E não esquece dos clássicos bordões da dupla, como: "O relógio marca", "Passa de passagem", "Indivíduo competente!", e "Tem peixe na rede!" Aliás, até hoje não vê uma partida sem seu rádio. "Tem coisas que eu vejo no estádio que eu só acredito se eu escuto." Graças a Silvio fiquei sabendo da existência do castelo. Ele também me levou por um tour pela cidade, almoçamos no Bar do Papa, restaurante que há trinta e três anos prepara um bom carneiro, e ainda ganhei uns acepipes da padaria de seu pai. O primeiro filho de Silvio nascerá daqui a três meses. Vai se chamar Mateus e torcer pelo Sport. |
percorridos desde São Paulo
de gasolina gastos no seu possante
mordidas em refeições e lanches
Lar, doce lar
Os quilos que ganhei