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Dois estudantes de economia, Éverton Luiz Salvador Lacerda, 21, e Antonio Arruda Magalhães, 20, foram meus anfitriões em Caruaru.
Éverton escolheu o Central no abençoado dia em que o time venceu o Destilaria (um nome que inspira pouca confiança) por 10 a 0. Já Antonio pegou gosto pelo alvinegro quando jogou pelos mirins do clube. Mas, em vez de volante, tornou-se torcedor. Os dois assistem a todos os jogos do time em Caruaru. Segundo eles, o melhor jogador do time é o goleiro Hudson, que não está jogando. E o segundo melhor, o goleiro reserva Davi ("Quando o goleiro é o melhor jogador do time, e o goleiro reserva é o segundo melhor jogador, é mau sinal", diz Antonio). Para eles, o problema central do Central é que o time não chuta a gol. E, depois de ver o jogo, concordo com eles. O Central realmente manda poucas bolas a gol. E, quando chuta, a bola geralmente vai para fora. O Central já deu muitas tristezas e alegrias à dupla. Na conta das tristezas, Evérton lembra do terrível 5 a 1 para o Palmeiras, em casa. Um dia fúnebre. Na conta das alegrias, Antonio cita a goleada de 4 a 1 sobre o Sport em plena Ilha do Retiro. Ninguém esperava a vitória, pois o time estava nas últimas posições e o Sport era líder do campeonato. Evérton diz que isso sempre acontece com o Central: "Quando você não espera nada, ele vai lá e ganha. Quando você tem certeza que ele vai ganhar..." Torcer para o Central não é sopa. |
percorridos desde São Paulo
de gasolina gastos no seu possante
mordidas em refeições e lanches
Lar, doce lar
Os quilos que ganhei