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Quase tive que passar a noite no carro em Alagoinhas. No caminho telefonei para três hotéis, e todos estavam lotados. Porém, crendo na sorte, fui até um dos hotéis para os quais havia ligado. Graças a Santo Expedito das Vagas Milagrosas, um hóspede estava saindo um dia antes do programado e fiquei em seu lugar.
A grande culpada por essa superlotação é a Petrobrás. Nos últimos anos a empresa vem furando poços na região e isso fez com que a cidade tivesse um grande desenvolvimento. O PIB, que em 2003 era de R$ 627 milhões, pulou para R$ 863 milhões em 2005. E já estão sendo construídos os primeiros prédios com mais de cinco andares. Porém, o que mais cresceu em Alagoinhas foi o Atlético. Antigamente não era incomum o clube levar dolorosas goleadas, mas este ano ficou em quinto lugar no Baiano. E, no ano passado, em terceiro, só atrás de Vitória e Bahia. É a melhor fase do clube desde a década de setenta, quando conseguiu um vice-campeonato. Assisti ao treino deste revigorado clube, visitei a casa onde moram os jogadores, e tive algumas surpresas. Por exemplo, ao saber que o técnico do Atlético é Zanata (de quem tive figurinha), um bom lateral-direito dos anos 80, que chegou até a seleção brasileira. Vi também alguns bons jogadores, como o veterano Elzon, e uma surpreendente reunião entre o presidente do clube e uma torcida organizada. |
percorridos desde São Paulo
de gasolina gastos no seu possante
mordidas em refeições e lanches
Lar, doce lar
Os quilos que ganhei