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Um dos mais promissores jogadores do Alagoinhas é Édi, que até já botou um campeão mundial no banco de reservas.
Quando tinha 17 anos, fez teste no Guarani e foi aprovado. Porém, ficou com saudade da família e decidiu voltar para Tucano. "É moço criado por avó!", grita um companheiro de quarto. Édi ri sem jeito. Pergunto se ele se arrependeu de ter deixado o time de Campinas e ele responde com sinceridade: "É claro." O Atlético é o único clube em que Édi já jogou. Mas seu contrato acaba em outubro. Sem empresário, ele vai ficar em casa esperando que alguém o chame. Na temporada anterior, o tricolor baiano conseguiu alguns jogadores do tricolor paulistano, entre eles Flávio Donizetti, campeão mundial que estava no banco naquele jogo do São Paulo contra o Liverpool. Donizetti foi titular logo que chegou, mas, depois de dois jogos, Édi recuperou a posição. Ele é o terceiro de cinco irmãos. E o que ganha o maior salário. Édi não fala, mas calculo que ganhe entre mil e mil e duzentos reais por mês. E boa parte disso ele manda para ajudar a família em Tucano. Pergunto por que ele escolheu ser zagueiro e ele responde: "Rapaz, comecei como atacante, mas fui voltando, voltando, e acabei na zaga." "Onde você gostaria de estar daqui a cinco anos?" "Não dou nem cinco. Daqui a dois, três, vou estar no São Paulo." O uniforme, pelo menos, já é igual. |
percorridos desde São Paulo
de gasolina gastos no seu possante
mordidas em refeições e lanches
Lar, doce lar
Os quilos que ganhei