
|
O torcedor mais conhecido do Itabuna é Helibaldo Menezes, 49. Ele tem dois apelidos. O primeiro é "Badu", que ele usava em seus tempos de jogador (no fim da década de 80 foi ponta-esquerda do Itabuna, e depois trabalhou técnico das divisões de base).
O segundo é "Luxemburgo". Ou "Luxemburgo do Cacau", como ele prefere. É que, desde 1994, quando viu o atual técnico do Palmeiras de terno, decidiu que aquele seria seu estilo como treinador. Hoje é apenas um torcedor, mas, mesmo que faça um calor de 45 graus, Badu será encontrado nas arquibancadas com um dos vinte ternos que ganhou dos amigos. "Não tiro o terno por nada. Que nem o Luxemburgo." Testo sua admiração e digo: "Tem gente que diz que ele não é muito honesto." "Tudo mentira, não tem nada disso", ele fala com certeza absoluta. A mímese de Badu não pára no paletó e na gravata. Ele usa um anel como o de Luxemburgo, óculos como os de Luxemburgo, perfume Azarro como Luxemburgo e um relógio dourado como o de Luxemburgo. Dourado, mas não de ouro. "É um Rolex?", pergunto. "Não, não." "Um Enrolex?" "É, né...", ele diz com um sorriso esperto. |
percorridos desde São Paulo
de gasolina gastos no seu possante
mordidas em refeições e lanches
Lar, doce lar
Os quilos que ganhei