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31/05/2009 - 15h37

São Paulo tenta resolver divergências internas para ter papel de destaque

Thales Calipo*
Em Nassau (Bahamas)
Maior cidade e principal polo econômico do país, São Paulo seria, obrigatoriamente, a escolha da Fifa e da Confederação Brasileira para ter um destaque maior durante a Copa do Mundo de 2014. Problemas internos, no entanto, atrapalham os planos da capital paulista, que já vê ameaçado até o possível "prêmio" de receber a partida inaugural do torneio.

O assunto que tem provocado racha entre autoridades municipais é o estádio que representará a cidade no Mundial. O Morumbi, de propriedade do São Paulo e indicação oficial da capital paulista, é apoiado pelo governador e seus seguidores, mas tem encontrado barreiras na Prefeitura.

O secretário municipal de esportes, Walter Feldman, é o principal garoto-propaganda do Pacaembu, não por acaso de propriedade da Prefeitura. Sempre que pode, o político tenta, mesmo que sutilmente, desqualificar o Morumbi e deixar acesa a chama em torno do nome do estádio que tradicionalmente é utilizado para receber os jogos do Corinthians.

Mesmo assim, algumas vozes dentro do próprio munípio já demonstram insatisfação com a postura do colega. Presidente da São Paulo Turismo (SPTuris), Caio Luiz de Carvalho não esconde sua insatisfação com a "estratégia" de Feldman. Mesmo sem reclamar publicamente, o político lamenta as declarações depreciativas do secretário municipal de Esporte em relação ao Morumbi e, principalmente, o "racha" no projeto paulista.

Por ser de propriedade do São Paulo, o Morumbi não precisará, na teoria, de dinheiro público para ser reformado. A obra, avaliado em cerca de R$ 136 milhões, será custeada integralmente pelo clube, que trabalha para levantar parceiros que ajudem a viabilizar o projeto.

Por outro lado, os dirigentes do São Paulo tentam liberar uma área próxima ao estádio que servirá para a construção do edifício-garagem, obra essencial para a viabilidade do Morumbi. A ideia é que o local sirva, não só para receber os carros dos torcedores, mas também seja funcional aos usuários da estação de metrô que estará pronta nos arredores até 2012.

Independentemente da briga em torno do estádio, São Paulo deve receber um investimento de R$ 10 bilhões apenas para obras de infraestrutura. Mais da metade deste montante será destinado apenas para a ampliação das linhas de metrô, além da construção de uma nova avenida próxima ao Morumbi.

*Atualizada às 19h32, do dia 01/06

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