UOL Esporte Futebol
 
06/07/2009 - 07h38

Cerca de 70 mil trabalhadores de estádios sul-africanos farão greve

Das agências internacionais
Em Johanesburgo (AFS)
As obras de estádios que ainda estão em desenvolvimento para a Copa do Mundo de futebol de 2010, na África do Sul, serão interrompidas na quarta-feira. Os trabalhadores entrarão em greve, depois de uma decisão judicial declarar legal a medida, segundo fontes sindicais do país.

Reuters
Obras de infra-estrutura e nos estádios serão paralisadas, por pedido de reajuste salarial
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Esta greve deve afetar cerca de 70 mil trabalhadores, que fazem parte das obras de infra-estrutura de estádios. O sindicato NUM, o mais importante do país, afirmou que os trabalhadores exigem reajuste salarial na casa de 13%.

A decisão judicial contradisse os empregadores, que afirmavam ser ilegal a greve dos trabalhadores. "Mais de 70 mil sul-africanos vão parar seu trabalho na quarta-feira", anunciou um porta-voz do sindicato.

Com a parada dos trabalhadores, serão afetadas as obras de revitalização de alguns estádios para a Copa do Mundo. Além disso, projetos como a instalação de um trem de alta velocidade em Johanesburgo e as obras no aeroporto internacional de King Shaka ficarão comprometidas.

"Os empregadores não podem esperar nenhuma concessão de nossa parte. Queremos os 13% de reajuste salarial, ou ficaremos em greve até 2011", afirmou um dos negociadores do sindicato.

As obras podem ser suspensas também no estádio Moses Mabhida, de Durban, e um conflito social já havia paralizado os trabalhos no Green Point da Cidade do Cabo. Mesmo assim, os organizadores garantem que a África do Sul está preparada e no prazo para receber a Copa do Mundo, com a chegada prevista de 450 mil turistas.

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