O presidente da CBF e do Comitê Organizador Local da Copa de 2014, Ricardo Teixeira, disse nesta quarta-feira que alguns estádios que irão abrigar jogos da Copa do Mundo no Brasil poderão continuar abertos, recebendo jogos, na fase inicial das obras de remodelagem.
Declaração que vai na contramão do que já sugeriu a Fifa, que chegou a aconselhar o São Paulo a fechar o Morumbi por dois anos para reforma.
Teixeira abriu o precedente depois de conhecer o projeto de remodelagem do Mineirão que o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), apresentou-lhe em Belo Horizonte.
Como as obras do Mineirão foram divididas em módulos e a primeira parte a ser executada, a partir de fevereiro, será a estrutural, ficando a remodelagem propriamente dita para maio ou junho, é intenção de Aécio manter o estádio em funcionamento para jogos de Atlético-MG, Cruzeiro e América.
Indagado pela reportagem se isso pode ser um precedente para outros estádios, o dirigente da CBF disse que vai depender da situação de cada estádio.
Continuar ou não aberto dependerá "da característica de cada projeto", disse Teixeira, para quem o Mineirão leva "vantagem" em relação a outros estádios por ter muita área livre no seu entorno, o que, segundo ele, "facilita". Disse que isso não ocorre com estádios como Morumbi e Maracanã.
O presidente da CBF e do COL não se opôs nem ao fato de o projeto executivo da terceira fase da obra ficar pronto apenas em março. Só lá se saberá quanto custará a reforma.
Aécio e Teixeira são "amigos", mantendo uma "relação extremamente próxima", conforme disse o tucano, que defende "uma participação importante de Minas Gerais" no Mundial-14. Agrada a Aécio, que é pré-candidato do PSDB à Presidência da República, que o Mineirão seja o palco da abertura ou que Belo Horizonte seja a sede da seleção brasileira durante a primeira fase.
Teixeira só fez elogios ao Mineirão e ainda cometeu uma gafe ao chamar Aécio de "presidente". Disse que "obviamente o Mineirão terá participação grande dentro da Copa".
Questionado se há desgaste do projeto do Morumbi, que também pleiteia a abertura, o cartola falou que quem quer receber os jogos de maior importância deve ter "ciência de que o estádio tem de ter o nível muito superior ao estádio que vai receber jogos normais".
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