Desde que os primeiros integrantes da seleção brasileira chegaram a Campo Grande, no último sábado, o assédio da torcida tem sido grande. Pelo hiato de 18 anos que a equipe nacional não joga no Mato Grosso do Sul, pessoas de cidades próximas se dirigem à capital para a partida desta quarta-feira e, com os hotéis lotados, têm recorrido a motéis.
Segundo informações da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Agronegócio (SEDESC) do Departamento de Turismo de Campo Grande, a capital sul-mato-grossense oferece pouco mais de 5.971 leitos registrados. Desse total, 99,6% estão ocupados, ainda de acordo com o órgão público.
"Tivemos ligações de gente perguntando o número do telefone, tanto de hotéis, quanto de motéis, pois a nossa rede hoteleira está completamente lotada", afirmou Luciana Souza, turismóloga da SEDESC.
A procura por motéis por parte dos torcedores foi confirmada pelos estabelecimentos. No Stillus, localizado próximo ao aeroporto de Campo Grande, e que possui 23 quartos, a preferência é por suítes temáticas, que custam R$ 130 o pernoite.
"Tem muita gente procurando, pois não tem mais vaga nos hotéis. Estou fazendo algumas reservas, mas também, se tivermos vagas, o cliente pode chegar e pegar direto o quarto", explicou Edson Barbosa, recepcionista do Stillus.
Apesar de inusitada, a prática de motéis substituirem hotéis em Campo Grande não é uma novidade. No Oásis, a camareira Maria, que preferiu não dar o sobrenome, diz que é muito comum receber pessoas que pretendem frequentar algum grande evento realizado na cidade.
"Quando tem evento, como a Stock Car, shows ou feiras agropecuárias, as pessoas sempre procuram. Nessas ocasiões, eu costumo ver carros com placas de São Paulo e Curitiba", explica a funcionária do estabelecimento, que conta com apenas dez quartos e que custam R$ 32 o pernoite.
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