UOL Esporte Futebol
 
14/11/2009 - 07h01

Ao som de Jorge Ben, Qatar capricha na festa para provar que pode sediar Copa

Carlos Padeiro
Em Doha (Qatar)
Dinheiro não falta. Os estádios monumentais espalhados pela capital Doha e os salários pagos a jogadores e técnicos brasileiros comprovam a teoria. O desafio do Qatar é provar à Fifa que tem condições de sediar a Copa do Mundo de 2022, apesar do calor durante os meses de junho e julho - as temperaturas ultrapassam os 40°C.

QATAR QUER PROMOVER GRANDE EVENTO

  • Ricardo Nogueiro/Folha Imagem

    Estrutura do Khalifa Stadium impressiona visitantes

  • Carlos Padeiro/UOL Esporte

    Na véspera do jogo, placar foi ligado para teste

O amistoso Brasil x Inglaterra, a partir das 15h (de Brasília) deste sábado, no Khalifa Stadium, é a porta de entrada para os qatarianos exibirem o que podem oferecer. Outdoors espalhados pela cidade anunciam o clássico mundial.

De efeitos especiais a transporte gratuito ao estádio, o país do Oriente Médio quer mostrar organização e promover um grande espetáculo. Na véspera da partida, funcionários corriam contra o tempo para ajustar os últimos detalhes, enquanto membros da organização ensaiavam os eventos pré-jogo.

A aposta é transformar o estádio em uma mistura de cultura brasileira e inglesa. A música Umbabarauma, do cantor Jorge Ben Jor, faz parte do repertório, assim como sucessos dos Beatles.

Quem cobre os gastos é a rede de TV Al Jazeera, que gasta o equivalente a cerca de R$ 16 milhões no evento, segundo o jornal Folha de S. Paulo - é ela, por exemplo, que paga todas as despesas de deslocamento e hospedagem das equipes.

Sem querer se identificar, um membro da organização disse à reportagem do UOL Esporte que todos os 39 mil ingressos disponíveis foram vendidos.

De acordo com o jornal local Gulf-Times, no complexo esportivo do Khalifa Stadium será montada a Fan Zone. Três ambientes recepcionarão os torcedores. O brasileiro terá como cenário Copacabana e futebol de praia, enquanto o inglês inclui o Big Ben e um jogo de futebol do vídeo-game Playstation. Entretanto, na véspera da partida, nada disso estava construído.

Durante as entrevistas dos atletas e do técnico Dunga, jornalistas do Qatar questionaram o que os brasileiros acharam do país.

"Essa é uma tendência da globalização. O Mundial de Clubes não é mais no Japão, e sim nos Emirados [Árabes Unidos], e assim abrem-se outros campos e oportunidades para se jogar futebol. É uma novidade para gente um Brasil x Inglaterra ser no Qatar, mas não vejo como uma coisa negativa, e sim positiva", comentou Kaká, astro do Real Madrid.

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