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A pré-temporada dos clubes brasileiros não foi feita apenas de suor e treinos exaustivos. Além dos exercícios tradicionais, as atividades também tiveram espaço para jogos e brincadeiras para ajudar na preparação, incluindo as usuais rodas de bobinho, e tipos diferentes de treinamento.
No Corinthians, a pré-temporada teve esses ingredientes. Num descontraído treino de 30 minutos, por exemplo, os jogadores não podiam deixar a bola cair. Quem deixasse, levava petelecos na orelha como punição.
O ambiente era de pelada dos tempos de moleque, como ocorreu num treino de duas equipes de cinco jogadores, que atacavam contra o mesmo goleiro. Quem roubasse a bola do adversário precisava sair da área.
Ainda na pré-temporada corintiana, os jogadores orientados pelo técnico Mano Menezes só não trocaram os pés pelas mãos porque a partida de vôlei orientada nos treinos contou apenas com a participação dos goleiros.
A troca de modalidade esportiva não ocorreu somente nos treinos do atual campeão da Copa do Brasil. Os jogadores da dupla Gre-Nal usaram a habilidade com a bola nos pés para disputar partidas de futevôlei.
Falando em habilidade, não eram só os atletas de frente que precisavam mostrar talento nos treinos do Inter. O técnico uruguaio Jorge Fossati deu atenção especial aos jogadores de defesa na saída de bola, feita sob pressão. Os defensores também treinaram a saída pelos lados e fizeram treinamentos específicos de carrinho, cabeceio e marcação individual.
Essa não era exatamente uma preocupação nas simulações de jogo de Santos e Botafogo. Os titulares entravam em campo, trocavam passes e avançavam em direção ao gol. O curioso é que não tinham adversários. O treino “sombra” servia para orientar o posicionamento dos jogadores.
A rotina foi igual em alguns treinos do Cruzeiro. O técnico Adilson Batista orientou um trabalho com 12 jogadores para cada lado, dividindo o campo em três, para limitar a área de jogadores de defesa, meio-campo e ataque. Ele também fez uma linha na lateral, onde era permitida apenas a entrada de dois atletas por equipe, para treinar jogadas pelos lados do campo.
Aliás, escalar times com números diferentes de jogadores foi uma característica marcante da pré-temporada dos clubes brasileiros, como Atlético-MG, Botafogo e Corinthians, que fizeram treinamentos com equipes de cinco a 13 atletas.
No Fluminense, teve treino com três times jogando no mesmo campo. Uma curiosidade: o time do técnico Cuca foi o único que teve treinamento específico para cobranças de pênalti.
São Paulo, Palmeiras Flamengo e Vasco tiveram uma pré-temporada mais tradicional, com finalizações, dois toques, jogadas ensaiadas e treinos de ataque contra defesa.
* Colaboraram Bernardo Lacerda e Gustavo Andrade (Minas Gerais), Bernardo Feital, Bruno Rousso, Cauê Rademaker e Pedro Ponzoni (Rio de Janeiro), Jeremias Wernek e Marinho Saldanha (Rio Grande do Sul), Alexandre Sinato, Bruno Thadeu, Carlos Padeiro, Herculano Barreto Filho, Renan Prates, Rodrigo Farah e Thales Calipo (São Paulo)
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