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Lucas, Leandro Damião e Hernanes tiveram passagens rápidas na base alvinegra

Lucas, Leandro Damião e Hernanes tiveram passagens rápidas na base alvinegra

28/09/2011 - 07h00

Corinthians muda peneira para não perder novos Lucas, Hernanes e 'Damiões'

Bruno Thadeu
Em São Paulo

O Corinthians garante ter mudado o sistema de avaliação dos jovens atletas nas categorias inferiores. Há tempos o clube não revela uma estrela. Pior: ficaram pelo caminho nas tradicionais “peneiras” do clube os agora famosos Leandro Damião e Hernanes. Lucas ficou cerca de dois anos na base, também deixou o time alvinegro por discordância de pensamento entre o pai do atleta e a diretoria.

Leandro Damião, por exemplo, disse que sequer foi visto direito na peneira do Corinthians. Depois ele atuou em times de várzea, até ser descoberto pelo Internacional.

“Foram alguns poucos minutos”, disse Leandro Damião, que admitiu torcer pelo Corinthians antes de se profissionalizar.

JOGADORES COM PASSAGENS PELO TERRÃO DO CORINTHIANS

L. Damião

Tentou a sorte no Corinthians, mas reclama que foi visto por pouco tempo
Lucas

Pai de Lucas tirou filho do clube porque diretoria não teria cumprido promessas
Hernanes

Chegou ao clube em 2000, mas ficou menos de 1 mês, voltando para o São Paulo. 
Rafael Sobis

Chegou ao clube já juvenil, mas retornou ao Sul depois de 8 meses

Rafael Sobis, atacante do Fluminense, e Wellington, do São Paulo, também foram reprovados nos testes.

Considerada pouco eficaz na descoberta de tesouros na base, a peneira foi substituída por observações muito mais criteriosas, assegura o ex-jogador Marcelinho Paulista, gerente do departamento de base do clube.

Para que outros “Damiões” não fiquem pelo caminho, o Corinthians informa que os garotos agora passam por período de quatro semanas de treinamento. O jovem que se destaca e não tem condições de arcar com custos básicos (transporte e alimentação), passa a receber assistência do clube.

“Eu mesmo quando fiz peneira no Corinthians, em 1987, tive pouca chance. Estamos completando 9 meses de trabalho na base [houve mudança no departamento]. Não posso responder por outras administrações. Dividimos os garotos em grupos. Eles passam por testes durante quatro semanas. Todos os dados são avaliados. Indicamos os melhores para formar uma seleção para ver se evoluem”, explicou o gerente da base.

A política de salários milionários a promessas da base é vista com ressalva entre os diretores. Ainda na base, Lulinha recebia salário de jogador profissional, mais de R$ 20 mil. No profissional do time, Lulinha foi um fracasso. Atualmente está emprestado ao Bahia. O clube paulista diz evitar fazer propaganda de jogadores da base para minimizar cobranças futuras.

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