Marin representa o futebol paulista e incomoda algumas federações estaduais
A CBF oficializou nesta sexta-feira que José Maria Marin assumiu a presidência da entidade. Um comunicado curto assinado por Ricardo Teixeira e divulgado no site da confederação de futebol informa que Marin será presidente interino. Vice-presidente da entidade, ele assume a função de mandatário depois de Teixeira pedir licença alegando problemas médicos. Segundo o estatuto, a licença será de, no máximo, 60 dias.
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Aliados de Teixeira afirmam que o dirigente está cansado da série de denúncias apresentadas pela imprensa e bateram na tecla de que o cartola não quer que sua caçula ouça o pai ser chamado de ladrão. |
Marin é muito ligado à Federação Paulista de Futebol (FPF), da qual já foi presidente, e foi escolhido por Teixeira para ocupar seu cargo por ser o vice mais velho. Aliado de Marco Polo del Nero, mandatário da FPF, Marin é contestado por presidentes de outras federações regionais, que sugerem um rodíizo no poder durante a ausência de Teixeira. Um deles é Francisco Noveletto, presidente da Federação Gaúcha de Futebol (FGF).
"Eu não acredito que ele [Noveletto] esteja falando disso de novo. Ele continua querendo administrar a CBF? Manda ele administrar melhor a Gaúcha. Ele participou da assembleia e não levantou a voz, não pediu a palavra", contestou Del Nero.
Dirigentes estaduais, agora, discutem se Teixeira voltará à presidência ou se apresentará sua renúncia. Segundo o Blog do Perrone, aliados do dirigente afirmam que as denúncias de corrupção pesaram mais na decisão do afastamento do que os problemas de saúde.
Copa de 2014
Com seu afastamento oficializado pela CBF, basta agora saber se Teixeira seguirá na presidência do Comitê Organizador Local da Copa do Mundo de 2014 (COL). Nem o órgão nem a Fifa se pronunciaram sobre esse assunto até o momento.
Nesta manhã, o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, disse que não havia sido informado se Teixeira segue no COL. Ele ressaltou, entretanto, que, seja qual for o futuro de Teixeira na organização da Copa, o Mundial no Brasil está garantido. “Ainda não sabe se afastamento de Teixeira da CBF se estende ao COL. Se ele continuar, vamos trabalhar juntos. Se ele sair, vamos manter a cooperação e administrar os problemas”, afirmou o ministro, em visita ao Rio de Janeiro.
Saúde de Teixeira
Em outubro do ano passado, Ricardo Teixeira ficou internado por dois dias. À época, ele foi atendido no hospital Pró-Cardíaco, no bairro de Botafogo, zona sul do Rio de Janeiro, após se queixar de dores abdominais. Após uma série de exames, os médicos identificaram um quadro de diverticulite, processo inflamatório no intestino grosso. O dirigente passou a ser medicado e ficou 48 horas em observação.
Além da diverticulite, Teixeira tem um histórico de problemas cardíacos, possui dois stents (tubo perfurado que auxilia o fluxo sanguíneo nas artérias) e se consultava com o cardiologista e ex-presidente do Fluminense, Roberto Horcades.
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