Irritado, Grêmio se retira e chama reunião sobre Arena de 'fiasco'
O representante do Grêmio na reunião da tarde desta terça-feira na sede do Ministério Público, Nestor Hein, deixou o encontro muito irritado. O encontro visava definir o que aconteceria com o espaço de arquibancadas, atualmente interditado. Mas segundo o vice-presidente do clube, o Corpo de Bombeiros mandou um representante sem poder algum, não o comandante do batalhão. Novas exigências foram feitas, contrariando o acordo anterior. Tal situação foi adjetivada como 'fiasco'.
"O Corpo de Bombeiros mandou um representante sem colocação alguma. Não veio o comandante, veio um representante, um subalterno. Não sei o que vai acontecer. O Grêmio se retira da reunião, nenhum representante seguirá lá. Aguardaremos uma nova reunião com um representante de fato dos bombeiros, não o fiasco que vimos aqui", disse Hein saindo da reunião.
Cerca de meia hora mais tarde, Riomar dos Santos, representante dos Bombeiros, deixou o encontro. Ele não negou as exigências reclamadas pelo Grêmio e justificou as cobranças.
"As exigências são simples. Que se coloque cadeiras em toda parte hoje interditada. Mas o Grêmio quer colocar grades contra pânico. Isso tem que ser avaliado. Sobre o anel superior, foi solicitado desde a primeira inspeção na Arena. Devido a inclinação das cadeiras, seria necessário isso", explicou. "Tudo que foi exigido está presente na lei de Prevenção de Incêndios", completou.
"A posição do Grêmio é privilegiar a segurança dos torcedores. Mas não concordamos que a cada reunião tenhamos exigências diferentes e representantes diferentes. Eles [bombeiros] estão batendo cabeça não sabem o que dizem, não se coordenam entre si e fazem este fiasco que estamos vendo", disparou Nestor Hein.
O encontro começou às 14h e Nestor saiu às 15h15. Os pontos questionados pelo Grêmio são referentes a novas exigências feitas pelos responsáveis pela segurança.
"Eles chegaram ao cúmulo de pedir notas fiscais de cadeiras. Quem são os bombeiros para exigir notas fiscais? Ainda cobraram mudanças no anel superior. Rasgaram o TAC, o termo de ajustamento de conduta anterior. Isso não existe", disse o representante gremista.
O encontro seguiu com representantes do Ministério Publico, da Secretaria Municipal de Urbanismo, dos Bombeiros e da Arena Porto-Alegrense - que administra o estádio. Mas qualquer decisão não poderá ser tomada sem o aval do clube.
A reunião visava liberar o espaço atualmente interditado com a colocação de barreiras metálicas até o final da arquibancada ou ainda cadeiras. Mas o debate não pôde ser finalizado pela saída dos representantes gremistas do encontro.
Por hora, o espaço de arquibancada segue fechado na Arena do Grêmio. O próximo jogo que o estádio receberá será no sábado, às 21h, contra o Caxias. Os ingressos para este compromisso já estão sendo vendidos.
*Atualizado às 15h47
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