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Abel diz sim ao São Paulo, mas clube espera Sabella até sexta

SP pediu dois dias a Abel enquanto aguarda resposta de Sabella, que ouve o City - Cristiano Andujar/Getty Images
SP pediu dois dias a Abel enquanto aguarda resposta de Sabella, que ouve o City Imagem: Cristiano Andujar/Getty Images

Guilherme Palenzuela

Do UOL, em São Paulo

08/04/2015 13h26

Abel Braga aceitou na terça-feira (8) a proposta para ser técnico do São Paulo. Depois de recusar a oferta devido ao acerto prévio e milionário com o Al Jazira, dos Emirados Árabes Unidos, o treinador ouviu da família a preferência por permanecer no Brasil, recuou e respondeu positivamente ao time do Morumbi. O presidente do clube Carlos Miguel Aidar, no entanto, aguarda até sexta-feira (10) um posicionamento do argentino Alejandro Sabella, que negocia atualmente com o Manchester City, da Inglaterra.

Nesta quarta-feira o São Paulo pediu a Abel Braga mais dois dias para decidir. O São Paulo espera ter de Sabella uma posição mais clara apesar de o argentino ter perdido à diretoria são-paulina prazo até o próximo dia 17, sexta-feira na semana que vem para dar a resposta. O São Paulo, no entanto, não quer aguardar tanto. Até lá terá enfrentado Red Bull, pelas quartas de final do Paulistão, Danúbio, pela Copa Libertadores e estará às vésperas de uma eventual semifinal de estadual e do confronto decisivo contra o Corinthians, também pela Libertadores.

Sabella pediu mais dez dias porque atualmente disputa o cargo no Manchester City com o italiano Carlo Ancelotti, treinador do Real Madrid. O chileno Manuel Pellegrini dificilmente ficará no clube inglês ao final desta temporada. Se daqui a dois dias o argentino afirmar ao São Paulo que precisará, de fato, de mais uma semana para decidir, ele terá grandes chances de sair do páreo no Morumbi. Sabella comandou o vice-campeonato da seleção argentina na Copa do Mundo de 2014 e foi campeão da Copa Libertadores pelo Estudiantes, em 2009.   

LUXEMBURGO NÃO ESTÁ DESCARTADO

Não está definido, no entanto, que o próximo treinador do São Paulo será Abel ou Sabella. Quem negocia é a diretoria de futebol, mas quem assina o contrato é o presidente Carlos Miguel Aidar.

Segundo a diretoria do São Paulo, o clube já está conversando com Vanderlei Luxemburgo, hoje o nome mais forte dentro do clube, entre vice-presidentes, diretores e conselheiros.

O problema de Luxemburgo é estar empregado. E no Flamengo, um clube com o qual o São Paulo tem excelente relação entre diretorias. Ele também tem multa rescisória de mais de R$ 1 milhão para sair.

O sim de Abel não representa que ele será necessariamente o escolhido caso não haja acordo com Sabella. O São Paulo quer ter primeiro a resposta definitiva dos treinadores com quem conversa para depois decidir qual deles será o escolhido. Segundo a própria diretoria são-paulina, na próxima semana Aidar pode preferir intensificar as conversas com Luxemburgo caso não receba sinal positivo de Sabella. 

Abel Braga tem uma proposta de contrato de dois anos do Al Jazira, clube que treinou entre 2008 e 2011, e um acordo avaliado em mais de R$ 50 milhões entre todos os valores somados. Nos últimos dias, enquanto conversava com o São Paulo, sua família pediu que ele fique no Brasil - sua esposa, em especial, disse que não o acompanharia na nova jornada pelo Oriente Médio. Isso pesou para que o treinador aceitasse a proposta do São Paulo. Abel está atualmente na Romênia, onde seu filho Fábio joga.

SAMPAOLI NO PÁREO

Não está totalmente descartado pela diretoria do São Paulo o nome de outro argentino: Jorge Sampaoli, treinador da seleção chilena. Segundo quem comanda as negociações com os possíveis sucessores de Muricy Ramalho, o próximo treinador do São Paulo será um dos quatro: Abel, Sabella, Luxemburgo ou até Sampaoli. O técnico da seleção chilena, no entanto, tem enorme barreira para assumir o clube do Morumbi. Tem contrato com o Chile até a Copa do Mundo de 2018 e nos próximos meses disputará em casa a Copa América. Por isso, só poderia assumir o clube no início do segundo semestre, cenário que o São Paulo não pode aguardar. 

O nome que foi discutido antes da demissão de Muricy Ramalho e que agora está descartado é o de Leonardo, ex-diretor do Paris Saint-Germain, ex-técnico de Internazionale e Milan e ex-jogador do próprio São Paulo.

Leonardo era um dos preferidos para assumir o clube caso Muricy deixasse o comando no fim do primeiro semestre ou ao término de seu contrato, que se encerraria em 31 de dezembro de 2015. O português André Villas-Boas, eterno sonho do clube do Morumbi desde 2012, informou que não poderá deixar o Zenit, da Rússia, neste momento.