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Novo reforço do Corinthians "cabulou" a base e também se achou caro demais

Fernando Ribeiro / site oficial do Criciúma
Imagem: Fernando Ribeiro / site oficial do Criciúma

José Edgar de Matos e Vanderlei Lima

Do UOL, em São Paulo

25/08/2016 06h00

O novo atacante do Corinthians percorreu um caminho diferente até chegar em um dos objetivos de qualquer jogador de futebol: atuar em um dos grandes do país. 

Aos 22 anos, Gustavo desembarca na equipe alvinegra sem ter feito as categorias de base e com muitas pessoas próximas dizendo que o sonho era impossível. Sua trajetória no futebol começou aos 19 anos, no Taboão da Serra.

"Comecei no Taboão da Serra mesmo (...). Foi em 2013, com 19 anos. Eu não fiz base, cheguei no final do ano de 2013 para jogar a Taça São Paulo em janeiro de 2014. Era para eu fazer um teste e jogar a Taça São Paulo", contou Gustavo.

E mesmo na equipe da região metropolitana de São Paulo, Gustavo não era a primeira opção. Se hoje o Corinthians pagou R$ 4 milhões para ter 45% dos direitos econômicos do atleta, na época, ele correu risco até de ficar fora da Copa São Paulo.

Quem lembra é o presidente do Taboão. "Ele era o quarto reserva. O treinador da época, o Fábio Cunha, cogitou até em mandá-lo embora no momento. O Gustavo era reserva, o titular se chamava Joel, mas não jogou contra o Santos um último amistoso em 2013, alegou dores no joelho. Gustavo entrou e fez os três gols na nossa derrota por 4 a 3", relembrou Anderson Nóbrega.

"Depois, no dia 27, tivemos outro amistoso, e o Gustavo fez mais dois gols. O Gustavo roubou a posição do cara na última semana e foi o artilheiro da Copa São Paulo. Quase que ele não joga a Copa São Paulo, foi coisa de Deus mesmo", comemorou. 

O valor pago pelo Corinthians foi longe da multa rescisória. Os R$ 12 milhões estipulados pelos catarinenses até assusta o jogador. "Acho que é absurdo, mas é o que se cobra...".

Artilheiro da Série B ao lado de Nenê, com 11 gols, Gustavo já precisou superar até prisão de seu pai, o senhor Aluísio Antônio de Sousa. Ele lembra da dificuldade que era administrar o momento.

"Ele ficou muito tempo preso. Administrar isso para mim era muito difícil, não conseguia visitá-lo. Ele mandava carta e dizia que estava tudo tranquilo, era assim que eu ficava realmente tranquilo", finalizou.