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Oswaldo supera pressão e ganha força para seguir no Corinthians em 2017

Rodrigo Gazzanel/Agência Corinthians
Imagem: Rodrigo Gazzanel/Agência Corinthians

Dassler Marques

Do UOL, em São Paulo

06/12/2016 06h00

O período entre o empate em casa com a Chapecoense (29/10), a goleada por 4 a 0 sofrida diante do São Paulo (5/11) e o tropeço no Figueirense (16/11) marcou os maiores questionamentos a Oswaldo de Oliveira em sua ainda curta nova trajetória pelo Corinthians. Hoje, porém, já é possível dizer que a sequência de trabalho do treinador, no que diz respeito a 2017, está mais fortalecida.

É verdade que o principal objetivo do Corinthians e Oswaldo, claro, está por um fio. O clube precisa vencer o Cruzeiro fora de casa e torcer por um tropeço de Botafogo (pega o Grêmio fora) ou Atlético-PR (recebe o Flamengo) na última rodada do Campeonato Brasileiro, em 11 de dezembro, para ir à Copa Libertadores de 2017. De qualquer forma, as últimas indicações são de que o treinador superou o pior período.

Na direção, há o entendimento de que Oswaldo não pode ser considerado verdadeiramente responsável pela atual campanha, iniciada por Tite e que teve Cristóvão Borges e o auxiliar Fábio Carille no caminho. É só no começo do ano que vem, com direito a pré-temporada e ajustes no elenco, que o treinador poderá receber maior tipo de cobranças.

Um importante aliado para que Oswaldo receba o tempo que considera necessário é o presidente Roberto de Andrade. Ao contratar o experiente treinador, ele assumiu para si uma responsabilidade grande em razão da falta de unidade interna a respeito do nome. Por isso, Roberto já deu indicativos de que não deve interromper de forma precoce o trabalho do comandante eleito por ele.

Um fator que dificultaria qualquer tipo de movimentação, aliás, é o mercado de treinadores. As opções recentes preferidas do Corinthians já têm o 2017 definido: Roger Machado acertou com o Atlético-MG, Dorival Júnior seguirá no Santos, Eduardo Baptista tem ida encaminhada ao Palmeiras e o veterano Abel Braga voltou ao Fluminense.

Todo esse contexto não impede, porém, Roberto de Andrade e Oswaldo de Oliveira de serem alvos de bastante cobrança na política do Corinthians. Antes da vitória por 1 a 0 sobre o Internacional, correntes contrárias à sequência do treinador, e que assim já haviam se manifestado em sua contratação, asseguravam que ele poderia ser demitido em caso de tropeço. Essa informação jamais foi confirmada pela cúpula corintiana, e Oswaldo já tem leitura clara a respeito do atual momento político do clube e das consequências disso.

Uma demonstração de que Oswaldo está fortalecido é o planejamento para 2017, realizado com a participação direta do treinador na indicação de reforços e discussão de nomes para aprimorar o elenco. Ainda que a vaga na Copa Libertadores seja um termômetro do que serão os primeiros meses do próximo ano em momento conturbado do ponto de vista político e administrativo do Corinthians - e que isso traga um peso extra no dia a dia geral do CT Joaquim Grava.