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Marta se sente 100% e tem chance de jogar, mas reunião definirá situação

Marta durante treino da seleção feminina do Brasil - Rener Pinheiro / MoWA Press
Marta durante treino da seleção feminina do Brasil Imagem: Rener Pinheiro / MoWA Press

Ana Carolina Silva

Do UOL, em Montpellier (França)

12/06/2019 14h07

Marta já sente que está 100% recuperada, mas uma reunião prevista para ocorrer entre a noite de hoje (12) e a manhã seguinte vai definir se a camisa 10 enfrentará ou não a Austrália nesta quinta-feira (13), no Stade de la Mosson, em Montpellier, pela Copa do Mundo feminina.

"Ela voltou a treinar, mas nós ainda vamos fazer uma reunião provavelmente hoje à noite, ou amanhã pela amanhã, para ver como ela está. Ela tem respondido muito bem ao tratamento, e o departamento médico a liberou para que os trabalhos de campo fossem iniciados. Agora depende da própria Marta dizer como se sentiu nos últimos dois dias", explicou Vadão em entrevista coletiva.

A goleira Barbara conversou com os jornalistas ao lado do treinador e deu uma resposta otimista sobre Marta, embora tenha destacado que uma decisão ainda será tomada pela atacante em conjunto com a comissão técnica da seleção brasileira.

"Por ter alguns anos de trabalho junto com a Marta e por conhecê-la um pouco mais, por ser parceira, sei que, por ela, ela já teria jogado no primeiro jogo. Essa fome de bola dela é incrível. Era visível que ela queria jogar, mas a gente teve de segurar um pouco e poupar", afirmou a goleira.

"Ela está, realmente, com essa fome de bola. Ela se sente 100%. Segundo ela, está muito bem e está 100%, sim. Ela trabalhou bastante o físico para não ficar para trás. Se ela entrar, se o professor decidir junto com ela, tenho certeza de que ela vai fazer total diferença", completou Barbara.

No entanto, Vadão não quis revelar à imprensa o que pretende fazer se Marta não puder jogar amanhã, às 13h (de Brasília). O técnico não confirmou se manterá a mesma escalação usada na vitória por 3 a 0 sobre a Jamaica, com o quarto ofensivo formado por Andressa Alves, Debinha, Bia Zaneratto e Cristiane.

"A gente treinou alternativas e vai escolher a melhor para este jogo. Obviamente, não vamos falar aqui quais são as alternativas [risos]. Depois do jogo a gente fala. Nós já vínhamos treinando as alternativas em Portimão [cidade em que a seleção se concentrou em Portugal], então estamos conscientes de que temos opções", disse Vadão.

O procedimento normal e natural é, a partir do momento em que qualquer tipo de atleta sai do departamento médico e entra na fase de transição, essa transição é feita gradualmente, aumentando o ritmo, até a gente ter algum grau de certeza. Nós estamos exatamente subindo os degraus com a marta. Precisamos saber com ela e com os demais membros da comissão técnica se tem chance? Tem chance. Ela treinou e tem chance, mas isso será resolvido em conjunto.

A possibilidade de colocar a camisa 10 em campo durante a partida, saindo do banco, ainda não foi descartada. "É muito difícil prever porque você não sabe como vai ser o jogo. Se deixarmos no banco para colocá-la no segundo tempo, não sabemos como estará o jogo. É muito difícil ter essa previsão. O bom seria se a gente estivesse com a classificação garantida, mas, nesse caso, sempre haverá um risco", avaliou.

"Mas nós vamos conversar direitinho, ouvir bastante a Marta para tomar a decisão. Nós temos de ser muito objetivos: a presença da Marta, seja entrando depois ou de início, não pode mudar muito para a gente. Nunca sabemos como vai ser o jogo, que é de alta intensidade", alertou Vadão.

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Errata: este conteúdo foi atualizado
Diferentemente do que foi publicado, o Brasil venceu a Jamaica na estreia, não a Austrália. A informação foi corrigida.