
| 23h48 - 10/09/2003 |
Brasil não brilha, mas vence Equador e lidera as eliminatórias |
Daniel Tozzi Enviado especial do UOL Em Manaus
A atuação do Brasil nesta noite de quarta-feira não passou nem perto do que o torcedor viu no último domingo. Mas pelo menos a seleção brasileira venceu o Equador por 1 a 0, em Manaus, e assumiu a liderança isolada das eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo de 2006.
O Brasil, que bateu a Colômbia por 2 a 1 domingo em Barranquilla, é o único país que ganhou seus dois jogos nas duas primeiras rodadas. Argentina e Chile são vice-líderes, com quatro pontos.
O time de Carlos Alberto Parreira se reúne novamente em novembro para enfrentar o Peru e o Uruguai, ambos com três pontos. O jogo contra o Peru será em Lima, no dia 15 ou 16 de novembro. Já contra o Uruguai a partida será em Curitiba, no dia 18 ou 19.
O gol da vitória desta quarta sobre o Equador foi marcado por Ronaldinho Gaúcho, que dividiu com um zagueiro após cruzamento de Roberto Carlos. No segundo tempo, os equatorianos foram prejudicados pelo árbitro venezuelano Luis Vladimir Solórzano, que deixou de marcar um pênalti claro de Roque Júnior em Reasco.
Poucos se salvaram pela seleção. Dida fez defesas seguras quando requisitado, Roberto Carlos foi participativo e Gilberto Silva, como sempre, não comprometeu. Ronaldo e Zé Roberto, os melhores contra a Colômbia, caíram de produção. E Rivaldo e Ronaldinho Gaúcho ficaram longe de se acertar em campo.
O jogo A seleção brasileira marcou logo no primeiro lance que criou no estádio Vivaldão. Após marcação pressão, o lateral equatoriano De la Cruz errou e teve a bola roubada por Zé Roberto, que abriu para Roberto Carlos. O lateral cruzou e, após dividida de Ronaldinho com rival, a bola entrou.
A esperança de goleada foi se dissipando conforme o Brasil trocava passes no meio-campo. O time não criava nada e via impassível o Equador fazer o mesmo: trocar passes, de um lado para o outro. O jogo ficou monótono.
O Equador começou a melhorar em campo e chegou com perigo aos 38min. De la Cruz avançou pela direita, entrou na área e chutou forte. A bola bateu na cabeça de Roque Júnior e saiu pela linha de fundo.
Somente aos 44min o Brasil voltou a ameaçar. Rivaldo faz ótima jogada, passou por três adversários, tabelou com Ronaldo e entrou livre na área. O meia do Milan chutou por cima, rente ao travessão.
Ao final do primeiro tempo, o Equador havia feito cinco finalizações contra duas do Brasil. No início da etapa final, os adversários seguiram melhor.
Aos 6min, aconteceu o lance que poderia ter mudado a história do jogo. Reasco entrou driblando na área, cortou na frente de Cafu e foi calçado por Roque Júnior. O árbitro não marcou o pênalti e ainda deu cartão amarelo ao equatoriano por simulação.
Aos 8min, começaram a soar as primeiras vaias por parte dos 40 mil torcedores que lotaram o Vivaldão. Apesar de o time não ter melhorado significativamente, as vaias acabaram não sendo uma constante em Manaus, como poderiam ter sido em capitais mais "exigentes" do país, como Rio e São Paulo.
Aos 17min, Carlos Alberto Parreira mexeu pela primeira vez, colocando Renato no lugar de Emerson. O volante santista acabou não dando a movimentação esperada pela direita.
Aos 22min, Kaká foi para o aquecimento. Quando todos esperavam pela saída de Rivaldo, apático em campo, Parreira sacou Ronaldinho Gaúcho. Rivaldo só sairia aos 44min, para a entrada de Alex.
Kaká melhorou um pouco a seleção, mas somente um lance de perigo foi criado. Aos 28min, o meia fez ótima jogada e enfiou para Ronaldo. O atacante tocou de esquerda, no peito do goleiro Cevallos. Até o final do jogo, o Brasil não passou mais perto de ampliar a magra vitória.
BRASIL Dida; Cafu, Lúcio, Roque Júnior e Roberto Carlos; Gilberto Silva, Emerson (Renato), Zé Roberto e Ronaldinho Gaúcho (Kaká); Rivaldo (Alex) e Ronaldo Técnico: Carlos Alberto Parreira
EQUADOR Cevallos; De la Cruz, Hurtado, Espinosa e Reasco; Méndez, Edwin Tenorio, Obregón, Ayovi e Chalá; Carlos Tenorio (Otilino Tenorio) Técnico: Hernán Darío Gómez
Local: estádio Vivaldão, em Manaus Árbitro: Luis Vladimir Solórzano (Venezuela) Gol: Ronaldinho Gaúcho, aos 13min do primeiro tempo Cartões amarelos: Reasco (E) e Ayovi (E)
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