
| 18h06 - 14/12/2003 |
Cruzeiro quebra recordes e manda Bahia à Série B |
MBPress Em São Paulo
O Cruzeiro venceu o Bahia por 7 a 0, na tarde deste domingo, em partida realizada no estádio da Fonte Nova, em Salvador, chegou aos 100 pontos no Campeonato Brasileiro e também superou os 100 gols na competição.
De quebra, a equipe mineira campeã brasileira em 2003, levou o Bahia à segunda divisão do Campeonato Brasileiro em 2004 e também assinalou a maior goleada do Nacional, ao lado de Goiás 7 x 0 Juventude.
O Bahia terminou a competição com apenas 46 pontos, 64 a menos que o líder e adversário deste domingo, na última posição e com a pior defesa do Campeonato, que levou 92 gols em 46 partidas disputadas.
Com quatro gols de pênalti em 37 minutos, o Cruzeiro mostrou em pouquíssimos minutos que o sonho de manter os baianos na primeira divisão era uma missão impossível.
O primeiro tempo foi um fracasso para o tricolor. A equipe mineira apenas tocou a bola de maneira tranqüila, envolveu o Bahia, que, afoito, cometeu quatro pênaltis convertidos por Alex.
Na segunda etapa, o show continuou e o calvário da torcida nordestina também. Mais três gols e a consolidação da maior goleada do Brasileirão.
O Jogo 17 minutos. Este foi o tempo de atraso para o início do confronto entre Bahia e Cruzeiro. Com a tática de jogar sabendo dos outros resultados, a equipe do técnico Edinho demorou para entrar em campo, depois a equipe baiana entrou com uniformes azuis, o que obrigou a troca e gerou mais atraso.
Com a bola rolando, a equipe cruzeirense mostrou que, mesmo em ritmo de despedida, é infinitamente melhor que o Bahia. Logo aos 13 min, Paulinho derrubou Maurinho dentro da área e o árbitro marcou pênalti. Na cobrança, Alex bateu rasteiro e marcou para a Raposa.
Para complicar mais ainda a situação, aos 16min, Valdomiro colocou a mão na bola e fez mais um pênalti. Na cobrança Alex bateu forte e não deu chances novamente para Émerson. 2 a 0.
Aos 22min a defesa do Bahia mostrou mais uma vez porque é a pior do campeonato. Valdomiro fez mais um pênalti. O terceiro da partida. Na cobrança mais uma vez Alex. 3 a 0.
Aos 37 minutos mais uma vez o filme se repetiu. Chiquinho derrubou Márcio Nobre dentro da área, e Alex marcou seu quarto de pênalti na partida e o quarto da equipe de Wanderley Luxemburgo.
Após os três gols, Edinho promoveu duas alterações na base do desespero. Colocou Gilberto e Willian, dois jogadores das categorias de base, em lugar de Cícero e Cláudio.
A segunda etapa começou melhor para os nordestinos, aos 6min, Didi limpou a jogada, passou pela defesa e passou para Willian, o atacante chutou forte e a bola explodiu na trave do goleiro Gomes.
Melhor no ataque, mas com a mesma defesa. Aos 11min, Felipe Mello, que entrou no segundo tempo, recebeu na entrada da grande área e chutou com força, no alto, sem chance para o goleiro Émerson. 5 a 0.
O sexto gol aconteceu aos 21min da segunda etapa, Alex recebeu passe da intermediária, passou pelo goleiro Émerson e marcou seu quinto na partida, o sexto da equipe azul.
Três minutos mais tarde a humilhação continuou. Motta recebeu sozinho, superou o goleiro Émerson e chutou para o gol, Accioly tentou chegar a tempo de tirar, mas não conseguiu. 7 a 0 que pôs fim ao sofrimento baiano
CRUZEIRO Gomes, Maurinho, Cris, Edu Dracena e Leandro; Maldonado, Recife (Felipe Mello), Wendell (Zinho) e Alex; Márcio Nobre (Alex Dias) e Mota Técnico: Wanderley Luxemburgo
BAHIA Emerson; Valdomiro, Gustavo Castro e Accioly; Paulinho (Ramos), Otacílio, Cícero, Preto e Chiquinho; Cláudio e Didi Técnico: Edinho Nazareth
Local: Estádio da Fonte Nova, em Salvador Árbitro: Evandro Rogério Roman Cartões amarelos: Valdomiro, Paulinho Gols: Alex (P), aos 13, 16, 27 e 38min do primeiro tempo e aos 21 min, do segundo tempo; Felipe Mello aos 11min. e Motta, aos 23min do segundo tempo.
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