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20/04/2004 - 21h15
Em crise, Palmeiras reaparece na Série A contra o Atlético-MG
Por Toni Assis Agência Folha Em São Paulo
Uma equipe acuada, com um treinador sem sintonia com seus comandados e um elenco rachado. É nesse clima que o Palmeiras se arma para o seu retorno à Série A do Brasileiro, nesta quarta-feira, às 18h, no Parque Antarctica.
O clima tenso, que atingiu seu ponto máximo com o soco de Muñoz em Marcos durante um simples rachão, tornou o ambiente no clube paulista mais tenso após a eliminação no Estadual, diante do Paulista de Jundiaí.
 | | | No Brasileiro, Vágner tenta consolidar fama de artilheiro no Palmeiras | Adãozinho e Élson, desgastados com o técnico Jair Picerni, foram afastados e treinam em separado. Já não fazem parte dos planos do Palmeiras para o Brasileiro.
Atuando mais como bombeiro do que como treinador, Picerni tenta colocar panos quentes para aliviar a tensão. "A pressão existe, e no Palmeiras vai ser sempre assim. É um time de tradição e que sempre vai lutar por títulos."
Campeão da Série B no ano passado, o clube abre a sua participação na elite enxergando a crise como um sinal de alerta para exorcizar o fantasma do rebaixamento que jogou o time para segunda divisão nacional em 2002 -pior momento da história do time.
Como sintoma do ambiente turbulento, os jogadores mais velhos, como Marcos e Leonardo, que caíram com o time para a Série B, já vêm dando o recado aos mais novos. "Eles falam que a gente tem que correr e jogar muito para não deixar o Palmeiras chegar novamente naquela situação", declarou Vágner.
O meia Pedrinho, um dos mais experientes do time, acha que a equipe precisa valorizar mais o fato de estar na elite do futebol.
"Sentimos a importância de jogar a Série A quando fomos rebaixados. Todo mundo ali jogando, e a gente de fora. O segredo é começar bem e não ficar deixando para depois. Não adianta ficar achando que dá para mudar a situação quando faltarem 18 rodadas, por exemplo. A reação tem que ser desde o início", declarou.
Para Picerni, essa preocupação de tentar evitar o pesadelo de 2002 acaba sendo um ponto positivo.
"Os jogadores mais velhos colocam os problemas que aconteceram para evitar que os problemas de 2002 se repitam novamente."
Se o Palmeiras tenta driblar a crise logo na largada da competição, a situação do Atlético-MG não é muito diferente.
PALMEIRAS Marcos; Baiano, Leonardo, Nem e Lúcio; Correa, Marcinho, Magrão e Pedrinho; Muñoz e Vágner Técnico: Jair Picerni
ATLÉTICO-MG Eduardo; Carlinhos, Adriano, Luiz Alberto e Ivonaldo (Walker); Hélcio (Zé Luiz), Márcio Santos, Renato e Tucho; Alex Mineiro (Quirino) e Wagner Técnico: Paulo Bonamigo
Local: estádio do Parque Antártica, em São Paulo (SP) Horário: nesta quarta, às 18h Juiz: Leonardo Gaciba
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