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28/10/2004 - 20h58
Médico diz que nova comissão da CBF não focará cardiologia
Bruno Freitas Em São Paulo
Nomeado pelo presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Ricardo Teixeira, para comandar a comissão que irá debater e estabelecer novas linhas de ação para a medicina esportiva no futebol, o médico José Luiz Runco negou que o grupo tenha como missão primordial discutir assuntos cardiológicos.
 | | | Runco chefiará comissão médica que debaterá novas idéias para o futebol | Ortopedista e chefe do departamento médico da seleção brasileira, Runco afirmou que a idéia da comissão já havia sendo debatida internamente na CBF e nada tem a ver com o incidente que resultou na morte do zagueiro Serginho, do São Caetano, durante partida do Campeonato Brasileiro na última quarta.
"Não tem nada a ver (com o incidente de São Paulo x São Caetano). A idéia da comissão já havia sendo pensada na CBF, para novembro agora. Será um grupo que discutirá novas linhas de ação para a medicina esportiva dentro do futebol. Medicina em geral, e não só cardiologia", declarou Runco.
No próximo mês, o ortopedista da CBF deverá realizar a primeira reunião com os médicos do país, inclusive com alguns integrantes de comissões técnicas de clubes da Série A do Campeonato Brasileiro.
Coincidentemente ou não, o anúncio da criação da comissão que debaterá novas frentes da medicina esportiva vem exatamente um dia após a morte do zagueiro Serginho. Mesmo sem relacionar os dois acontecimentos, o médico da CBF fez uma breve avaliação sobre o incidente de quarta no Morumbi.
"Pelo que acompanhei pela televisão, o procedimento foi normal. O atendimento foi o melhor possível. Mas é difícil comentar. Só quem estava lá sabe ao certo", comentou o ortopedista.
Questionado sobre a necessidade da presença de um profissional de cardiologia em comissões técnicas de futebol, diante da reincidência de falecimentos por parada cardiorrespiratória, Runco afirma que este já é o procedimento padrão.
"Formalmente, os clubes já têm o suporte desse profissional, que não está no dia-a-dia da equipe, mas faz um acompanhamento. Já é uma rotina ter um profissional de fisiologia do exercício, que geralmente é um cardiologista", afirmou o médico da seleção brasileira.
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