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  19/12/2004 - 18h24
Assim como em 2002, Santos continua revelando valores

Bruno Freitas e Gabriel Fortes
Enviados especiais do UOL
Em São José do Rio Preto

A política de revelação de novos craques não foi esquecida em 2002, garantem os dirigentes da Vila Belmiro. Nesta temporada, o título do Campeonato Brasileiro trouxe à tona outros jovens formados nas categorias de base do clube.

Eles não têm a estirpe de Diego, Robinho, Elano e Alex, mas a eficiência dos zagueiros Leonardo e Domingos e a técnica do meia Luís Augusto foi apontada por Wanderley Luxemburgo como uma das virtudes da equipe ao longo da campanha.

"São jovens de muito valor e que precisavam de uma oportunidade para mostrar o potencial que têm. Se forem bem trabalhos e tiverem uma boa cabeça, terão um futuro muito promissor na carreira", analisou o treinador.

Na opinião dos cartolas, a postura do clube não vai mudar independentemente da entrada de recursos financeiros que podem bancar um time com estrelas já consagradas. Na Vila, a idéia é formá-las em casa.

"Foi assim que o clube reapareceu nacional e internacionalmente e não vamos mudar isso de jeito nenhum. Esta é a tônica da nossa administração, até pelo bom trabalho e dos investimentos nas categorias de base. E, pensando assim, estamos provando há dois anos que estes jovens dão resultado. É só acreditar e arriscar", disse Francisco Lopes, diretor de futebol.

Em 2004, sob a supervisão e observação de Wanderley Luxemburgo, o time de acesso do clube conquistou a Copa Federação Paulista. E com sobra, permanecendo invicta por treze rodadas.

Deste time, sete novatos já foram promovidos ao profissional: o goleiro Gustavo, o lateral-esquerdo Giba, o zagueiro Halisson, o volante Beto, os meias Carlinhos e Rossini e o atacante Geílson.

"A reformulação baseada nestes jovens é a solução para o nosso futebol. Fizemos um grande sucesso no Brasileiro de 2002 com um time caseiro, montado com a nossa base e estamos mantendo esta política desde então", afirmou o supervisor Ilton José da Costa.

Para os que estão adaptados à realidade profissional, com cobranças, treinos puxados e assédio da imprensa e da torcida, a transformação de um elenco é um processo natural em uma equipe de futebol.

"O futebol é assim, muda muito. Mas nós tivemos sorte porque defendemos um clube que dá valor para as suas categorias de base e procura investir nisso. Sai um, entra outro e o time continua forte, sempre se reforçando embaixo", comentou Leonardo, que aos 18 anos de idade conquistou uma vaga entre os titulares de Luxemburgo.


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