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29/01/2005 - 20h03
Cidimar salva o Guarani contra a Ponte
MBPress Em Campinas
No único dérbi de 2005, Guarani e Ponte Preta mostraram que ainda precisam melhorar muito para brigarem pelas primeiras colocações no Campeonato Paulista. Nesta tarde de sábado, as equipes empataram em 2 a 2, no estádio Brinco de Ouro, em Campinas.
O resultado acabou sendo ruim para ambos. O Bugre aparece em melhor situação com cinco pontos. Já a alvinegra somou seu primeiro ponto no torneio. Nas rodadas anteriores, perdeu para São Caetano, Santos e Ituano.
Com mais esse tropeço, a Ponte pode trocar até de comando. O técnico Nenê Santana vem sendo pressionado pela torcida. Neste final de semana, comissão técnica e diretoria se reúnem para deciderem o futuro do clube.
Especula-se que Marco Aurélio Moreira, que dirigiu a Macaca no Brasileirão do ano passado, possa voltar. Caso isso realmente aconteça, Santana pode voltar ao cargo de auxiliar técnico.
A situação do Guarani também não é nada boa. Mesmo com a queda do time para a Série B do Brasileiro, a diretoria ainda não conseguiu reforçar o elenco. No entanto, promete apresentar o meia Tucho, ex-Atlético-MG, na próxima segunda-feira. Outro que pode chegar é Rodriguinho, do Atlético-PR.
Esta foi a primeira e última vez que Ponte Preta e Guarani se enfrentam no ano. Como o Paulistão é disputado em turno único e os bugrinos disputarão a Série B do Nacional, os times voltam a se enfrentar apenas na temporada 2006.
Com o apoio da torcida, o Guarani foi ao ataque logo no início. Tocando melhor a bola e contando com as descidas do volante Marcos Paulo ao ataque, o alviverde dominou os primeiros minutos de jogo.
Aos 5min, Romeu não conseguiu cortar cruzamento para a área, a bola sobrou para Héverton pegar de vôleio e perder grande chance de abrir o placar.
Apesar de pressionada, a Ponte conseguiu responder aos 8min. Roberto Santos driblou Alemão e bateu cruzado. O chute saiu rasteiro e a bola passou próxima ao gol de Lauro, mas foi pela linha de fundo.
Com muita marcação no meio-campo, as equipes não tinham liberdade para criar. Assim, abusavam dos lançamentos longos, pouco aproveitados pelo atacantes, que não ofereceram trabalho aos defensores.
Antes do final do primeiro tempo, o Guarani perdeu seu jogador mais importante. O goleiro Jean recebeu uma bolada no rosto, ainda tentou permanecer em campo, mas acabou substituído por Fernando, aos 34min.
Mesmo não conseguindo chegar ao ataque com perigo, a Ponte abriu o placar aos 48min. Harison cobrou falta com força, a bola tocou no travessão e sobrou para o zagueiro Galeano que, na pequena área, apenas empurrou para o gol adversário.
Após o intervalo, o Guarani voltou atacando novamente. Logo aos 2min, Nilson Sergipano, que entrara no lugar de Catatau, aproveitou cruzamento e, de cabeça, mandou a bola rente à meta de Lauro, mas para fora.
A respota da Ponte veio dois minutos depois. Kahê recebeu de Harison na área, driblou o zagueiro Paulo André e soltou a bomba. A bola explodiu no travessão e sobrou para Roberto Santos cabecear, sem goleiro, para fora.
O Guarani não se intimidou e deu o troco aos 5min. Nilson Sergipano recebeu livre na área, tentou driblar o goleiro Lauro, mas não conseguiu e acabou perdendo a bola.
A partir dos 20min, os times caíram de rendimento e os treinadores tiveram que fazer as alterações possíveis. Com a saída de Kahê, a Ponte perdeu a referência no ataque e passou a explorar mais os contra-ataques.
Entretanto, foi o Guarani que conseguiu empatar dessa forma. Em rápida descida, a bola ficou com Cidimar, que bateu forte, de perna direita, e acertou o ângulo de Lauro.
Quando os bugrinos pareciam buscar a virada, a Macaca marcou o segundo. Roger foi derrubado na área por Mariano, pênalti. Na cobrança, Harison colocou seu time novamente em vantagem, aos 32min.
Com a desvantagem, o Guarani foi para cima novamente e conseguiu o empate aos 39min. Alemão fez boa jogada pela direita, passou por três adversários e cruzou. Cidimar apareceu entre os zagueiros e desviou para o gol, fazendo o segundo dele.
No final da partida, os bugrinos tentaram o terceiro gol, mas pararam nas boas defesas do goleiro Lauro, que salvou a Ponte Preta de mais uma derrota no Paulistão.
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