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  23/02/2005 - 22h22
Ataque volta a funcionar e Corinthians vence

MBPress
Em São Paulo

Depois de acertar a contratação de Mascherano e praticamente fechar com Roger e Gustavo Nery, o Corinthians deu mais uma boa notícia à torcida. Nesta quarta-feira, jogando no Pacaembu, venceu a Ponte Preta por 3 a 0.

O curioso é que, mesmo sem a presença do ídolo Tevez (machucado), o ataque corintiano voltou a funcionar. O terceiro gol dos donos da casa foi marcado pelo camisa 11 Gil, o primeiro dele em 2005.

MELHORES MOMENTOS

Wendel marca primeiro...


Coelho amplia vantagem...


...e Gil desencanta no final
Os outros gols foram marcados por Wendel e Coelho, que se igualou ao atacante argentino Tevez na condição de maior goleador do Corinthians no Paulistão (cada um deles já marcou três vezes).

Além de ter marcado um dos gols, Coelho ainda cruzou as bolas para Wendel e Gil marcarem de cabeça.

Com a vantagem obtida sobre a Ponte Preta, o Corinthians ainda deixa de ter um dos piores ataques do Campeonato Paulista. Antes do jogo desta quarta, o time do Parque São Jorge só havia marcado oito gols em oito jogos, média de um a cada 90 minutos.

O Corinthians não fazia três gols de diferença sobre um adversário desde a última rodada do Brasileiro do ano passado, quando venceu o Figueirense por 5 a 2.

E se o ataque voltou a funcionar, a defesa continua eficiente. Desde a estréia do argentino Sebá, há três partidas, o Corinthians não sofre um gol. No Campeonato Paulista, apenas o Santos levou menos bolas em suas redes do que o clube do Parque São Jorge (só seis).

Com a vitória desta quarta-feira, a quinta no Campeonato Paulista, o Corinthians chegou a 16 pontos e diminuiu para apenas seis a diferença para o líder São Paulo. A Ponte Preta estaciona nos sete pontos e deve voltar a visitar a zona de rebaixamento.

A Ponte Preta volta a campo no próximo sábado, às 18h. O jogo acontecerá em Campinas e o adversário será o América. No domingo, às 16h, o Corinthians disputa no Morumbi o clássico com o São Paulo.

O jogo
O Corinthians mostrou muita disposição nesta quarta-feira. Com forte marcação sobre a saída de bola da Ponte Preta, o time da casa conseguiu concentrar as ações do jogo em seu campo de ataque, sobretudo nos minutos iniciais.

Tanto é que, logo de cara, Gil teve uma ótima oportunidade para marcar. Ele recebeu passe de Dinelson dentro da grande área, do lado esquerdo, e tentou o chute cruzado. Mas o camisa 11 bateu fraco e facilitou a intervenção do goleiro Lauro.

E Gil era a maior referência ofensiva do Corinthians. Aos 7min, depois de linda troca de passes no meio-campo, Jô recebeu dentro da área e cruzou para o camisa 11, que driblou o zagueiro para a esquerda e mais uma vez chutou fraco, no meio do gol.

A Ponte só chegou ao ataque aos 18min. Júlio César cobrou escanteio da direita e tentou o gol olímpico. Fábio Costa, que estava atento, defendeu com segurança.

Mas o Corinthians mostrou mais eficiência no jogo aéreo. Aos 23min, Coelho cobrou escanteio na cabeça de Wendel, que desviou com força. A bola passou muito perto do travessão de Lauro.

A falha de marcação da Ponte Preta se repetiu aos 28min. Desta vez, porém, Wendel não repetiu o erro. Coelho levantou da direita e o volante, completamente livre de marcação, cabeceou com muita força, sem chance de defesa para Lauro.

A vantagem no placar tornou ainda mais evidente a superioridade do Corinthians em campo. O time da casa tocou a bola lateralmente e administrou a vitória sobre a Ponte Preta, que fechava os espaços no meio de sua defesa.

A marcação da equipe de Campinas no meio foi tão eficiente que o Corinthians só chegou através das laterais. Aos 36min, Coelho passou por dois marcadores na direita e cruzou rasteiro. A bola passou por Lauro e encontrou Jô dentro da pequena área. Com a meta escancarada, o camisa 7 conseguiu uma proeza: completou de pé esquerdo e mandou a bola no travessão.

Assustado com a superioridade do Corinthians, o técnico Oswaldo Alvarez resolveu modificar a Ponte Preta. No intervalo, trocou o atacante Romualdo por Sérgio Júnior. E a alteração deu nova movimentação para a equipe visitante.

Prova disso é que a Ponte Preta dominou totalmente o início do período complementar. Com mais posse de bola, a equipe de Campinas só sentiu falta de criatividade no meio-campo (o meia Harison, responsável pela armação de jogadas do time, não atuou nesta quarta-feira).

Aos 11min, a Ponte Preta chegou em grande jogada individual do lateral-esquerdo Júlio César, que foi até a linha de fundo e cruzou rasteiro. Sérgio Júnior desviou de pé direito, no primeiro pau, e Fábio Costa defendeu no reflexo.

Mesmo sendo dominado, o Corinthians criou uma oportunidade muito clara. Jô recebeu passe de Edson dentro da grande área, limpou a marcação e chutou de pé direito. A bola passou por Lauro e Luís Carlos salvou em cima da linha.

A Ponte Preta respondeu novamente pela esquerda, novamente com Júlio César. O lateral cruzou bem e Sérgio Júnior se antecipou ao zagueiro Ânderson para tocar de cabeça. A bola explodiu no travessão do Corinthians.

O susto da Ponte Preta fez com que o time da casa acordasse. E logo que acordou, ampliou a vantagem. Aos 17min, Coelho cobrou falta da intermediária com perfeição e acertou o ângulo direito de Lauro, que nada pôde fazer.

O gol era tudo que o Corinthians queria. Depois disso, o time dirigido por Tite valorizou a posse de bola e trocou passes lateralmente, sem dar chances para a Ponte Preta.

Mas o Corinthians ainda teve chances de marcar. A primeira delas com Bobô, aos 35min. O atacante invadiu a área pela direita, com a bola dominada, e chutou forte. Lauro defendeu no meio do gol.

Bobô teve nova oportunidade aos 36min, mas não conseguiu completar o cruzamento de Coelho. A bola sobrou para Dinelson, que chutou de primeira e obrigou Lauro a fazer grande defesa.

Aos 40min, em novo cruzamento de Coelho, o Corinthians chegou ao terceiro gol. O lateral levantou da esquerda, Gil desviou de cabeça e venceu o goleiro Lauro.

CORINTHIANS
Fábio Costa; Coelho, Anderson, Sebá e Edson; Wendel, Marcelo Mattos, Carlos Alberto (Élton) e Dinelson (Bruno Octávio); Jô (Bobô) e Gil
Técnico: Tite

PONTE PRETA
Lauro; Luís Carlos, Galeano e Gustavo; Rissut, Carlinhos (Lindomar), Everton, Danilo (Caio) e Júlio César; Romualdo (Sérgio Júnior) e Roger
Técnico: Oswaldo Alvarez

Local: estádio Pacaembu, em São Paulo (SP)
Árbitro: Paulo José Danelon (SP)
Auxiliares: Márcio Luiz Augusto e Giovani César Canzian (ambos de SP)
Cartões amarelos: Danilo (P), Carlos Alberto (C), Carlinhos (P)
Gols: Wendel, aos 28min do primeiro tempo; Coelho, aos 17min e Gil, aos 40min do segundo tempo

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