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  09/03/2005 - 18h38
Liverpool liquida Bayer e põe fim a trauma

Da Redação
Em São Paulo

O Liverpool demorou três anos para se vingar do Bayer Leverkunsen, seu algoz nas quartas-de-final da Liga dos Campeões da temporada 2001/02. Depois de ter vencido na Inglaterra, a equipe campeã da competição em 1977, 1978, 1981 e 1984 sacramentou a classificação com uma convincente vitória fora de casa, novamente com o placar de 3 x 1.

Depois de ter perdido a vaga nas semifinais da Liga em 2002, o Liverpool não chegava tão longe no torneio desde então. E, após ter vencido havia duas semanas, a equipe inglesa ainda não conseguia respirar aliviada.

AFP 
Jogadores do Liverpool festejam o espanhol García, autor de dois gols
Mas nesta quarta, aproveitando os desfalques do Bayer Leverkunsen, que não pôde contar com sua zaga titular, formada por Juan e Roque Júnior, além de não ter outro brasileiro, o meia Robson Ponte, o Liverpool esperou as ações da equipe alemã para sair nos contra-ataques e encerrar com as esperanças do time anfitrião.

Com boas atuações de Gerrard, García e Baros, o Liverpool não teve sua passagem às quartas ameaçada em nenhum momento, reservando ao Bayer Leverkunsen um final melancólico na Liga dos Campeões.

Emendada a uma pífia campanha em 2004, o Bayer perdeu sua décima partida nos 13 últimos jogos disputados pela Liga, tendo apenas como alento vitórias surpreendentes na primeira fase, como os 3 x 0 contra o Real Madrid.

O jogo

Antes do início da partida, foi reservado um minuto de silêncio em homenagem ao técnico holandês Rinus Michels, falecido na última semana, na Bélgica.

No primeiro lance do jogo, aos 4min, o tcheco Baros, artilheiro da Eurocopa de 2004, com cinco gols, recebeu lançamento de Garcia mas acabou concluindo fraco, após receber pressão da marcação do Bayer.

Após outra investida do Liverpool, acionando Baros, o Bayer Leverkunsen inicou pressão contra a área do goleiro polonês Dudek. A equipe alemã, porém, não conseguia infiltrações, e acabava tendo suas jogadas destruídas facilmente pelos ingleses, que em jogada rápida, aos 12min, reclamou um pênalti em Baros.

Confortável com a vantagem obtida na primeira partida, o Liverpool dava espaço para o Bayer jogar em sua intermediária, mas conseguia espaços para sair para o contra-ataque e não passar por sufoco, tanto que aos 28min conseguiu arrumar um escanteio que lhe renderia o gol de abertura do placar.

Após Berbatov afastar o cruzamento, a bola acabou sobrando para Gerrard, que fez cruzamento rasteiro para o meia espanhol García surgir na primeira trave e apenas desviar para tirar completamente as chances de Butt.

O gol desestabilizou completamente o Bayer Leverkunsen, tanto que o técnico Klaus Augenthaler se desesperou e fez uma substituição logos aos 31min, quando trocou um atacante por outro: sacou Berbatov para a entrada de Voronin.

Um minuto depois, porém, o Liverpool praticamente liquidou o confronto, quando o espanhol García aproveitou outra jogada de escanteio para, novamente desviar, bola que havia sido cabeçada no meio da área.

Destaque do primeiro tempo, García quase marcou o terceiro do Liverpool aos 38min, quando obrigou Butt a fazer bela defesa, após aproveitar jogada construída por Baros. Enquanto isso, o mais próximo que o Bayer esteve de um gol foi aos 41min, quando os jogadores do time alemão reclamaram outro pênalti, desta vez em suposta falta em Bierofka.

No segundo tempo, o Bayer passou a acionar mais o atacante brasileiro França, que teve boas chances aos 11min e aos 15min. Na segunda oportunidade, aliás, o goleiro Butt foi o responsável por evitar o gol.

A desestrutura tática do Bayer, no entanto, permitia ao Liverpool assustar muito nos contra-ataques, como aconteceu aos 18min, em chance de Baros. Mas, quatro minutos depois, o tcheco, em ótima atuação, foi recompensado com seu próprio gol, depois de aproveitar bola espirrada, dominar e apenas rolar no canto do goleiro.

O Bayer ainda conseguiria seu gol de consolação, aos 43min, depois que o lateral-esquerdo argentino Placente, fora de sua posição, conseguiu acionar o meia polonês Krzynowek, que superou seu compatriota Dudek.

BAYER LEVERKUNSEN 1 x 3 LIVERPOOL

Bayer Leverkusen
Butt; Callsen-Bracker, Ramelow (Castro) e Placente; Babic, Schneider, Bierofka, Donovan (Fritz), Krzynowek; Berbatov (Voronin) e Franca
Técnico: Klaus Augenthaler

Liverpool
Dudek; Finnan (Nuñez), Hyypia, Carragher (Welsh) e Warnock; Arne Riise, Gerrard, Hamann (Smicer), Biscan e García; Baros
Técnico: Rafael Benítez

Árbitro: Alain Sars (França)
Gols: García, aos 28min e aos 32min do primeiro tempo; Baros, aos 22min, e Krzynowek, aos 43min do segundo tempo.
Cartões amarelos: Bierofka (B)


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