UOL EsporteUOL Esporte
UOL BUSCA

FALE COM
UOL ESPORTE

  10/03/2005 - 20h46
Bom astral prevalece, Palmeiras vence e segue invicto

MBPress
Em São Paulo

O bom astral provocado pela vitória no clássico contra o Santos contagiou o Palmeiras. E o time alviverde não teve dificuldade para conquistar sua primeira vitória na Copa Libertadores da América. Na noite desta quinta-feira, a equipe venceu o Deportivo Táchira-VEN por 3 a 0.

O DESTAQUE DO JOGO

Osmar participa do 1º gol...


faz festa com companheiros


e comemora com rodopio

Com o triunfo, a equipe brasileira chegou aos quatro pontos e assumiu a liderança isolada do Grupo 4 da competição sul-americana, posto que antes pertencia ao time venezuelano.

Além disso, o Palmeiras continua invencível quando atua no Parque Antarctica pela Libertadores da América. Contando a partida desta noite, o alviverde jogou 33 vezes em casa nas 12 vezes que disputou o título do torneio. E nunca foi derrotado.

O retrospecto da equipe palmeirense conta com 28 vitórias e apenas cinco empates, um excelente aproveitamento de 99,9% dos pontos disputados diante da sua torcida.

Quem também tem motivos para comemorar é o técnico Candinho. Com a vitória sobre o Táchira, o comandante do Palmeiras conquistou sua terceira vitória no comando do clube e segue há cinco jogos sem perder - a única derrota foi para o São Paulo em sua estréia.

O Palmeiras volta a campo no próximo domingo, às 16h, quando enfrenta a Portuguesa, no estádio do Parque Antarctica, pela 12ª rodada do Campeonato Paulista. Pela Copa Libertadores da América, o alviverde joga novamente na quarta-feira, dia 16, contra o Santo André, em casa.

O jogo
Embalado pela vitória por 3 a 1 sobre o Santos pelo Campeonato Paulista, o Palmeiras entrou em campo mais solto na noite desta quarta-feira, quando o time fez sua primeira partida em casa pela Copa Libertadores da América de 2005.

Apesar disso, o alviverde teve dificuldade de chegar ao gol do Deportivo Táchira nos primeiros cinco minutos de jogo. Tanto que ambas as equipes deram muitos chutões sem objetividade nesse período. Nenhum que levasse perigo aos goleiros.

Aos poucos, o Palmeiras conseguiu melhorar o toque de bola e passou a dominar a partida. A falta de qualidade técnico da equipe venezuelana ajudou o time brasileiro a criar mais jogadas.

A primeira finalização alviverde aconteceu aos 9min, quando o volante Correa bate falta cruzada na área e o zagueiro Gláuber cabeceou por cima do gol. O goleiro Dudamel apenas observou.

Mas foi em uma falha grotesca da zaga do Deportivo Táchira que o clube do Parque Antarctica conseguiu abrir o placar. Aos 10min, o lateral-esquerdo Lúcio fez boa jogada pela esquerda e cruzou para Osmar, que acertou a trave. No rebote, Cuevas foi tirar e chutou em cima de Kloker.

A bobeada deixou os venezuelanos atordoados. Prova disso foram os espaços que sobraram para que o Palmeiras criasse suas jogadas. E o resultado disso não poderia ter sido melhor para o clube brasileiro, que logo ampliou o placar.

Aos 12min, o meia Diego Souza tocou para o atacante Osmar, que dominou a bola na entrada da grande área e chutou forte de perna esquerda. O camisa 1 do Deportivo Táchira não teve a mínima chance de evitar o segundo gol do adversário.

Com dois gols de vantagem, a equipe comandada pelo técnico Candinho diminuiu seu ritmo de jogo e começou a cadenciar mais o toque de bola. Perdido em campo, o clube da Venezuela passou a abusar das faltas, principalmente no meio-de-campo.

Sem espaço para entrar na área do Palmeiras, o Deportivo Táchira finalizou poucas vezes. A mais perigosa delas aconteceu aos 23min, quando Bidoglio aproveitou cobrança de escanteio da esquerda e cabeceou. Bem colocado, Marcos defendeu com facilidade.

No segundo tempo, ambas as equipes voltaram com a mesma formação. E assim como foi na etapa inicial, o Palmeiras começou mandando no jogo. Logo a 1min, o atacante Ricardinho quase marcou um gol de Peixinho após toque de Marcinho.

Antes mesmo dos 5min da etapa complementar, a torcida palmeirense começou a pedir a entrada de Pedrinho. O meia, que também joga no ataque, foi o principal responsável pela vitória no clássico contra o Santos - ele marcou dois gols.

Não demorou muito, porém, para que o técnico Candinho atendesse às súplicas dos torcedores. Aos 13min, o meia Pedrinho entrou no lugar do atacante Ricardinho, que teve atuação ruim.

Quatro minutos depois da entrada de Pedrinho, o Deportivo Táchira teve um jogador expulso. Sem bola, Cuevas deu um tapa na cara de Magrão e levou cartão vermelho.

Aos 18min, o Palmeiras quase ampliou em mais uma bobeira da defesa venezuelana. O zagueiro Alvarado saiu jogando errado e a bola ficou com Pedrinho, que avançou pelo meio e chutou cruzado da entrada da área. Atento, Dudamel espalmou pela linha de fundo.

A equipe alviverde conseguiu ampliar o placar apenas aos 38min, quando o meia Cristian fez ótima jogada pela direita, chapelou um zagueiro e chutou. No rebote do goleiro Dudamel, o atacante Warley, que havia acabado de entrar, marcou em posição duvidosa.

Depois disso, o Palmeiras apenas administrou a posse de bola e aguardou o final da partida.

PALMEIRAS
Marcos; Glauber, Nen e Daniel; Correa, Marcinho, Magrão, Diego Souza (Warley) e Lúcio; Ricardinho (Pedrinho) e Osmar (Cristian)
Técnico: Candinho

DEPORTIVO TÁCHIRA
Dudamel; Boada (Quirinos), Kloker, Alvarado e González; Bidoglio, Chacón, Muñoz (Pérez) e Cuevas; Márquez (Rivas) e Rondon
Técnico: César Farias

Local: estádio Parque Antarctica, em São Paulo (SP)
Árbitro: Martín Vazques (Uruguai)
Cartões amarelos: Boada (DT), Nen (P), Pérez (DT)
Cartão vermelho: Cuevas (DT)
Gols: Kloker, contra, aos 10min, e Osmar, aos 12min do primeiro tempo; Warley, aos 38min do segundo tempo

Veja também


ÚLTIMAS NOTÍCIAS
03/09/2007
Mais Notícias