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  29/03/2005 - 22h21
Palmeiras joga mal, mas vence a segunda

MBPress
Em São Paulo

O Palmeiras voltou a viver um bom momento. Nesta terça-feira, no Parque Antártica, o time dirigido por Candinho venceu o União Barbarense por 1 a 0 e alcançou o segundo resultado positivo consecutivo.

DISPUTA NA ARTILHARIA
Com o gol marcado na vitória sobre o União Barbarense, Ricardinho se junta a Osmar como principal artilheiro do Palmeiras na temporada 2005, com sete gols marcados, em jogos do Campeonato Paulista e da Copa Libertadores.
Esta é apenas a segunda vez na temporada que o Palmeiras consegue vencer duas partidas na seqüência. A primeira foi a série de três triunfos nos três primeiros jogos de 2005 (contra Inter de Limeira, Santo André e Paulista).

A outra seqüência de dois resultados positivos aconteceu nos dias 6 e 10 de março, quando o alviverde fez 3 a 1 sobre o Santos, pelo Paulistão, e 3 a 0 sobre o Deportivo Táchira em partida válida pela Libertadores.

O curioso é que, depois do confronto com o Táchira, o Palmeiras engatou uma série de quatro jogos sem vitória (perdeu para Portuguesa, Corinthians e América-SP e empatou com o Santo André).

A seqüência de resultados negativos gerou uma cobrança muito forte da torcida do Palmeiras, que começou a perseguir alguns jogadores.

E mesmo com o resultado positivo desta terça-feira, as críticas não diminuíram. Os torcedores que estiveram no Parque Antártica reclamaram muito e xingaram os donos da casa.

As cobranças foram tão pesadas que o técnico Candinho decidiu preservar o meia Diego Souza. O jogador não atuou esta noite e deve ser excluído do time sempre que o Palmeiras atuar em casa.

DIEGO SOUZA NA GELADEIRA
Preservado por Candinho, por causa da perseguição da torcida palmeirense em jogos no Parque Antarctica, o meia Diego Souza deve voltar ao time em partidas fora de casa.

"Ele é um menino muito novo e é um pecado o que estão fazendo com ele.", afirmou o treinador. Leia mais no Pelé.Net.
O substituto de Diego Souza foi o meia Marcel. O camisa 10 ainda deu o passe para o gol marcado por Ricardinho, mas caiu de rendimento e foi substituído pelo lateral-esquerdo Fabiano no segundo tempo.

Com o resultado desta terça-feira, o Palmeiras chegou a 23 pontos e saltou da 11ª para a sétima colocação do Campeonato Paulista.

Para o União Barbarense, em contrapartida, o resultado é desastroso. O time de Santa Bárbara D'Oeste fica com 14 pontos e deve encerrar a rodada na zona de rebaixamento do Estadual 2005.

As duas equipes voltam a campo no próximo domingo, às 16h. O Palmeiras viaja a Campinas para enfrentar a Ponte Preta e o União Barbarense receberá o São Caetano no estádio Antônio Lins Ribeiro Guimarães, em Santa Bárbara D'Oeste.

O jogo
Sem Diego Souza, poupado, o técnico Candinho optou pela escalação de Cristian e Marcel. Assim, o meio-campo do Palmeiras teve uma característica bastante ofensiva.

Dentro de campo, porém, o clube do Parque Antártica não cumpriu a postura ofensiva que Candinho esperava. Fechado em seu campo, o Palmeiras esperou o União Barbarense e apostou nos contra-ataques.

No início do confronto, contudo, o União Barbarense mostrou eficiência no toque de bola. Prova disso é que Dykson quase marcou logo aos 6min, depois de tabela com Adriano Iversen. O camisa 6 recebeu dentro da área e finalizou, de primeira, nas mãos do goleiro Sérgio.

Dykson voltou a aparecer aos 10min, quando arriscou um chute de muito longe. A bola passou por cima do travessão do Palmeiras.

Pressionado, o alviverde apenas assistia o domínio do Barbarense. Quando acertou um contra-ataque, contudo, o time da casa chegou ao primeiro gol. Marcel recebeu no meio e lançou na direita para Ricardinho. O atacante invadiu a área com a bola dominada e chutou muito forte, no ângulo direito de Neneca.

Animado pelo gol, o Palmeiras começou a sair mais para o ataque. Aos 17min, por exemplo, Ricardinho apareceu para buscar o jogo e lançou Marcel dentro da área. O meia chutou de pé direito, mas foi travado por Joel.

Aos poucos, a superioridade técnica do Palmeiras foi se tornando evidente. E assim, o União Barbarense se limitou a marcar os donos da casa. Nas bolas aéreas, no entanto, a equipe dirigida por Candinho foi muito mais eficiente.

Tanto é que o Palmeiras quase marcou em um escanteio cobrado por Cristian aos 23min do primeiro tempo. A defesa do Barbarense parou e Alceu subiu completamente livre para tocar de cabeça. Neneca defendeu.

Depois disso, porém, as duas equipes passaram a trocar passes no meio-campo e o nível técnico do jogo caiu absurdamente.

E o Palmeiras, que mostrou eficiência no jogo aéreo em bolas paradas, passou a apostar exclusivamente em cruzamentos altos. Só que a alternativa se mostrou completamente ineficaz com os atacantes Ricardinho e Osmar.

Com a bola no chão, o Palmeiras só chegou com perigo aos 34min. Alceu aproveitou falta na meia esquerda e chutou forte. A bola passou muito perto da trave esquerda do goleiro Neneca.

Preocupado com a queda de rendimento no final da primeira etapa, o técnico Samarone resolveu recuperar o ímpeto ofensivo do União Barbarense. Para isso, trocou o lateral-esquerdo Dykson pelo atacante Brener.

A alteração fez com que a equipe do interior adiantasse a marcação e pressionasse a saída de bola do Palmeiras, que passou a errar mais passes no meio-campo.

Com isso, os dois goleiros trabalharam pouco nos primeiros minutos do período complementar. A primeira chance clara de gol aconteceu aos 10min, quando o zagueiro Carlinhos aproveitou um escanteio para tocar de cabeça. A bola passou perto da trave esquerda de Sérgio.

O Palmeiras só ameaçou aos 16min. Marcel sofreu falta de frente para a meta e a cobrança coube a Alceu. O volante bateu forte e obrigou Neneca a praticar difícil intervenção.

No lance seguinte, aos 17min, o Palmeiras perdeu um gol incrível. Correa levantou da direita e mandou a bola no segundo pau. Carlinhos cortou de cabeça para o meio da área e a sobra ficou com Marcel, que bateu de primeira. Neneca caiu para o canto esquerdo e defendeu.

Depois disso, o nível da partida caiu muito. Com os meias muito apagados, o Palmeiras mostrou falta de criatividade e não conseguiu pressionar o Barbarense. E o time do interior, sem recursos técnicos, não aproveitou os espaços na defesa dos donos da casa.

Até o final do jogo, a única oportunidade de alteração no placar aconteceu aos 42min. Lúcio foi à linha de fundo e cruzou rasteiro. A bola passou pelo goleiro Neneca e Correa, de carrinho, carimbou a trave direita.

Assim, o Palmeiras apenas se arrastou até o término do confronto. A vitória dos donos da casa estava definida. Alívio pelo resultado, mas a equipe de Candinho seguiu com desempenho aquém do esperado pela torcida.

Palmeiras
Sérgio; Correa, Nen, Gláuber e Lúcio; Alceu, Marcinho, Cristian e Marcel (Fabiano); Osmar (Warley) e Ricardinho (Adriano Chuva)
Técnico: Candinho

União Barbarense
Neneca; Fábio Duarte, Carlinhos, Joel e Dykson (Brener); Alexandre Dorta, André Silva, Adriano Iversen (Melinho), Diogo Pires; Gilson Batata (Diogo Galvão) e André Bocão
Técnico: Samarone

Local: estádio Parque Antártica, em São Paulo (SP)
Árbitro: Bernardino Demonica Júnior (SP)
Auxiliares: Evandro Luiz Silveira e Márcio Luiz Augusto (ambos de SP)
Público: 1.640 pagantes
Renda: R$ 18.162,00
Cartões amarelos: André Silva (U), Adriano Iversen (U), Marcinho (P), Cristian (P), Diogo Pires (U), Correa (P), Carlinhos (U), Alexandre Dorta (U), Adriano Chuva (P)
Cartão vermelho: Alexandre Dorta (U)
Gols: Ricardinho, aos 12min do primeiro tempo

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