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03/04/2005 - 18h29
Decisão santista atrapalha ida de torcida à partida
Marcius Azevedo Em Mogi Mirim
Com a mudança do local do clássico da Vila Belmiro para o estádio Wilson de Barros, em Mogi Mirim, a diretoria do Santos, além de dificultar a ida de seus torcedores ao jogo, complicou principalmente a vida dos são-paulinos que queriam ver do estádio seu time ser campeão.
A capacidade do estádio, 19.900 pessoas segundo informações da Federação Paulista de Futebol, foi diminuída para apenas 12 mil pagantes. Além disso, foram disponibilizados nove mil ingressos para os santistas e apenas três mil para a torcida tricolor.
Com isso, grande parte dos torcedores são-paulinos compraram os ingressos que davam lugar na torcida adversária. Assim, a parte destinada aos visitantes rapidamente ficou cheia, enquanto a maior parte do estádio interiorano permaneceu vazia.
Apenas alguns minutos antes do início do jogo a situação foi resolvida. A polícia militar fez o isolamento de parte da arquibancada antes reservada para o Santos e liberou a entrada dos torcedores são-paulinos. Mesmo assim, o aspecto vazio permaneceu depois que todos os torcedores que compraram ingressos chegaram ao estádio.
A ausência dos tocedores do Santos irritou o presidente da Federação Paulista de Futebol Marco Polo del Nero, afinal o jogo decisivo da Taça Rio, entre Fluminense e Flamengo, foi acompanhado por quase 80 mil torcedores.
O dirigente criticou o fato da partida acontecer em Mogi Mirim. "Lógico que eu não gostaria que a partida decisiva acontecesse aqui. Só que eu não posso ser o pai de todos os clubes. Se querem perder dinheiro, não posso fazer nada. Sou pela legalidade. Se o Santos contratou um técnico incompetente como o Oswaldo de Oliveira e está fora da disputa do título, a culpa não é do campeonato", afirmou.
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