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03/04/2005 - 19h49
Presidente do Santos dá mostras de rivalidade com são-paulinos
Marcius Azevedo Em Mogi Mirim
Na disputa do Campeonato Paulista, o clássico contra o São Paulo, neste domingo, pouco valia para o Santos. O time alvinegro entrou em campo sem chances de brigar pelo título estadual. Mas, com a bola rolando, a rivalidade ficou clara nas atitudes do presidente santista, Marcelo Teixeira.
O dirigente sofreu com a atuação de sua equipe, principalmente na primeira etapa. Assistindo o jogo das cadeiras cativas do estádio Wilson de Barros, Teixeira se irritou a cada bola perdida pelos jogadores do Santos.
Nem o atacante Robinho, principal ídolo do clube, foi poupado pelo presidente. Em saída de bola do São Paulo, o zagueiro Lugano carregou a bola, passando ao lado de Robinho, que nem tentou desarmar o defensor.
Enquanto isso, o dirigente se desesperou na arquibancada, pedindo para que o jogador acordasse e entrasse no jogo. "Vamos Robinho, corre. Para esse cara não pode perder", gritou o presidente santista.
Ainda com jogadores de sua equipe, Teixeira pegou no pé de Flávio e Deivid. Mas, um dos seus principais alvos durante a partida foi mesmo o zagueiro uruguaio Lugano, do São Paulo.
O jogador são-paulino foi acusado recentemente de ser um atleta violento, principalmente por Elano, ex-santista. O presidente do Santos também mostrou ter pouca simpatia pelo uruguaio. "Esse aí tem que expulsar", reclamou em vários lances disputados por Lugano.
Teixeira esteve acompanhado de Zito e Luís Henrique Menezes, dirigentes santistas. Em alguns momentos, abusou dos palavrões. "Time de bambi", berrava aos são-paulinos, provocando os rivais.
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