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03/04/2005 - 19h58
Para Grafite, título paulista é como um "filho"
Marcius Azevedo Em Mogi Mirim
"Nasceu com a cara do pai. A gente não sabia se a gente era o pai mesmo, mas tivemos essa certeza hoje". Foi assim que o atacante Grafite definiu o título do Campeonato Paulista, como um filho.
A brincadeira do jogador deu continuidade às declarações do superintendente tricolor, Marco Aurélio Cunha, que, antes do jogo contra o Santo André, disse que o São Paulo estava como um novo pai: sabe que o filho vai nascer, mas não sabe quando.
Um dos destaques do São Paulo na temporada, Grafite comemorou muito o título paulista, mesmo após o empate em 0 a 0 com o Santos e o fato de ele ter sido expulso no fim do jogo. Foi a primeira vez no ano que um atleta do São Paulo recebeu o cartão vermelho.
Mas o atacante não se mostrou abalado pela punição e preferiu lembrar seu objetivo de chegar à Seleção Brasileira.
"Eu tenho consciência de que eu só posso chegar à Seleção se for atuando bem no São Paulo, então eu estou procurando fazer bem o meu trabalho para ser convocado. Acho que isso está perto, já que meu nome foi ventilado nas últimas partidas", comentou o jogador.
Grafite se referiu aos rumores criados em torno do seu nome para as partidas da Seleção Brasileira diante do Peru e do Uruguai, pelas Eliminatórias da Copa da Alemanha, em 2006.
Isso porque o atacante Adriano, da Inter de Milão, da Itália, se machucou e não pôde atender ao chamado do técnico Carlos Alberto Parreira, que acabou optando pelo meia Ricardinho, do Santos.
O atacante tricolor também minimizou a idéia de uma possível facilidade em conquistar o título paulista diante do Santos, já que o Alvinegro entrou em campo com um time misto.
"Reserva ou não é o Santos do outro lado e todos os jogadores que entram em campo procuram corresponder, assim como o nosso time, que quando tem os reservas em campo não deixa de ir bem", disse Grafite.
Após deixar de confirmar o título na quarta-feira passada, quando foi batido pela Portuguesa por 2 a 1, o São Paulo voltou a ser chamado de time pipoqueiro, em alusão ao possível fato do clube sempre perder os jogos decisivos das competições que disputa.
Mas Grafite não pensa assim e disse que o empate diante do Santos foi um resultado normal, pois era um clássico. Além disso, ressaltou a importância de uma boa campanha dentro de um campeonato de pontos corridos:
"Não fomos tão bem contra o Santos, mas conseguimos o título. Jogamos com o regulamento na mão e valeu, principalmente pela regularidade do time ao longo do torneio".
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