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  26/05/2005 - 00h57
Ceni vence Marcos e atinge recorde pessoal

MBPress
Em Campinas

No passado, São Paulo e Palmeiras sempre tiveram como suas principais estrelas jogadores de meio-campo, com toque refinado, que carregavam o time e ditavam o ritmo de qualquer partida.

O uruguaio Pedro Rocha se tornou um dos ícones do Tricolor nos anos setenta, enquanto, na mesma época, Ademir da Guia levantava a torcida no Palestra Itália. Ambos são lembrados até os dias atuais como dois dos maiores camisas 10 que passaram pelos clubes.

Com o fim do futebol clássico, novos ídolos surgiram. Mais que isso, em posições totalmente diferentes. O duelo brasileiro da Copa Libertadores colocou em jogo duas verdadeiras lendas do Morumbi e do Parque Antarctica: Rogério Ceni e Marcos.

Apesar de todo o "glamour" que cerca a dupla, os dois viveram um primeiro tempo de pouco trabalho. Ceni foi mais exigido: fez três defesas, a mais perigosa em um chute cruzado do lateral Lúcio, quase no final da primeira etapa.

Marcos pouco trabalhou. O camisa 1 alviverde não chegou a fazer nenhuma grande intervenção, porém, teve uma bola contra seu travessão em uma cabeçada do volante Mineiro.

DUELO DE GOLEIROS
RogérioMarcos
Defesas61
Gols sofridos02
Reposições certas63
Reposições erradas62
Tiros de meta certos22
Tiros de meta errados22
Cartões10
Especialista em repor a bola em jogo com velocidade, Rogério Ceni ligou seus atacantes com precisão em cinco oportunidades, mas errou outras seis. O palmeirense triunfou em três e fracassou em outras duas.

No segundo tempo, o goleiro tricolor voltou a trabalhar mais. Aos 24min, Washington recebeu passe livre na marca do pênalti e chutou. Ceni, bem colocado no centro da meta, defendeu.

No minuto seguinte, foi a vez do palmeirense salvar. Cicinho cobrou falta da esquerda e, por muito pouco, não encobriu Marcos, que ainda teve tempo de dar um tapa e mandar a bola para escanteio.

Sem ter muito trabalho no campo defensivo, Rogério apareceu no ataque apenas duas vezes. Na primeira, ele cobrou falta e acertou o bloqueio formado por Marcos. Aos 35min, porém, abriu o placar, de pênalti, após Correa colocar a mão na bola em jogada de Diego Tardelli.

Para completar a noite festiva, o goleiro mostra que 2005 tem tudo para ser o melhor ano de sua carreira, pelo menos como artilheiro. Até o momento, Ceni marcou oito gols e já igualou sua melhor marca atingida no ano 2000.

Além disso, o camisa 1 do Morumbi amplia seu retrospecto contra o Palmeiras. O Alviverde é o clube que ele mais balançou as redes: quatro vezes.

"Estou muito contente por marcar esse gol, ainda mais em um goleiro como o Marcos", afirmou. O palmeirense deixou o gramado sem falar com a imprensa.


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