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04/06/2005 - 17h57
Com gramado encharcado, Ba-Vi fica no zero
Da MBPress No Rio de Janeiro
Muita chuva e muito vento prejudicaram o clássico Ba-Vi, no estádio da Fonte Nova. Lutando contra as poças e a tempestade, Em um campo encharcado, Bahia e Vitória precisaram colocar mais raça do que habilidade e ficaram no 0 a 0. Mas apesar do resultado, o jogo foi bastante movimentado. E o empate o resultado merecido.
O empate acabou sendo pior para o time do técnico René Simões. Com o ponto conquistado, o Bahia chega aos 11 e cai para a sexta posição, mas se mantém na zona de classificação para a segunda fase. Já o Vitória vai a 9, cai para a 12ª colocação, saindo da zona de classificação.
Na próxima rodada, o Bahia, do técnico Zetti, recebe o Santa Cruz, na sexta-feira, dia 10. Já o Vitória vai a Santa Catarina, no domingo dia 12, enfrentar o Avaí.
O jogo
Bahia e Vitória tiveram um adversário a mais: as poças d'água. Já com as equipes em campo, o árbitro gaúcho Leonardo Gaciba fez questão de analisar o estado do gramado da Fonte Nova, atrasando um pouco o início do jogo. "Vamos começar. Caso fique complicado de jogar, interrompemos a partida", declarou Gaciba.
Após o apito inicial do árbitro, 13 minutos se passou até o primeiro lance de real perigo. E foi do Vitória. Edílson bateu escanteio e Alecsandro cabeceou. Fernandão salvou o Bahia, tirando em cima da linha.
No começo do jogo, tendo um dos melhores ataques da Série B, o Vitória procurou as ações ofensivas, principalmente com Alecsandro e Edílson. Com uma das melhores defesas, o Bahia neutralizava as ações rubro-negras e procurava aproveitar os contra-ataques, com Uéslei, seu melhor jogador.
No entanto, o gramado não deixava o futebol aparecer. Desta maneira, a melhor opção viraram as bolas alçadas. Numa delas, aos 29, Wellington acertou a trave do Vitória. Os escanteios também levavam perigo ao gol defendido por Felipe. E o Bahia passou a equilibrar as ações.
Aos 42, porém, o lance mais perigoso foi rubro-negro. Émerson salvou o Bahia ao sair e evitar o gol aos pés de Alex Alves. E aos 44, em uma grande jogada de Guaru, o time tricolor também poderia ter aberto o placar. Aos 44, o volante entrou na área, tirou do alcance de Felipe, mas bateu para fora do gol.
Na volta para o segundo tempo, o técnico Zetti definiu. "Com o gramado deste jeito, o que vai definir será um lançamento ou uma bola parada", declarou o treinador do Bahia. Mas o primeiro lance foi pelo chão. Com 2min, Dill e Guaru armaram jogada, mas, no chute do meia, Felipe fez outra boa defesa.
Pelo alto, Zetti viu o Vitória levar perigo a sua defesa. Aos 10 min, Edílson cobrou a falta e Vinícius cabeceou à direita de Émerson. Logo em seguida, o goleiro do Bahia foi exigido em chute de longa distância e mostrou segurança. E Magno também perdeu uma boa chance de gol para o Vitória.
Enquanto os goleiros, principalmente Émerson, mostravam segurança, os atacantes mostravam muita disposição. Mesmo lutando contra o estado do gramado, as chances continuaram sendo criadas, embora sem qualidade técnica. No fim do jogo, os jogadores do Bahia reclamaram pênalti em cima de Uéslei, mas Leonardo Gaciba não viu falta no lance. Desta forma, as equipes acabaram não conseguindo chegar ao gol e o placar ficou mesmo no 0 a 0.
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