| |
07/06/2005 - 22h21
Guarani vence o Náutico e respira
MBPress Em Campinas
No sufoco, o Guarani voltou a vencer no Campeonato Brasileiro da Série B. Nesta noite de terça-feira, o Bugre bateu o Náutico por 1 a 0, no estádio Brinco de Ouro, com gol do atacante Jonas, aos 44min do segundo tempo.
Com o resultado, o Alviverde chega aos oito pontos, em 19°, deixa a lanterna, mas ainda continua na zona do rebaixamento. Esta foi a primeira vitória da equipe após três rodadas. A última havia acontecido no dia 15 de maio, sobre o Ceará, também em Campinas.
Já o Náutico segue com apenas dez, em décimo, e perde grande chance de encostar nos líderes da Segundona. O time dirigido pelo técnico Roberto Cavalo não perdia desde o clássico contra o Santa Cruz, pela quarta rodada.
Apesar da vitória, o Guarani deve sofrer mudanças administrativas nos próximos dias. O Conselho Deliberativo possivelmente se reunirá na semana que vem para articular o impeachment do presidente José Luiz Lourencetti.
O dirigente, no comando do clube desde 1999, pode até mesmo entregar o cargo voluntariamente. Segundo pessoas próximas, ele estaria insatisfeito com a pressão dos associados e deve pedir seu afastamento.
Mesmo atuando com dois meias de criação - Reinaldo e Alexandre Salles -, o Guarani começou a partida cometendo os mesmos erros das partidas anteriores. Sem conseguir elaborar boas jogadas, o Bugre sofreu para chegar ao campo de ataque e praticamente não levou perigo ao goleiro Nilson.
Já o Náutico começou o confronto apenas para se defender. Contudo, por causa da ineficiência do sistema ofensivo adversário, os pernambucanos passaram a se arriscar mais e, por muito pouco, não chegaram ao primeiro gol aos 25min.
Após cobrança de escanteio, o zagueiro Paulo André não conseguiu afastar e entregou a bola nos pés do atacante Kuki. Ele chutou forte, entretanto, parou na ótima defesa de Jean.
No final do primeiro tempo, irritado, o técnico Luiz Carlos Ferreira mostrou sua insatisfação com o rendimento do Guarani. "Quer chupar Coca-Cola, comer bolo, fazer tudo no campo? É preciso ter arquitetura tática", filosofou.
O "choque" no intervalo parece ter acordado o Alviverde. Logo aos 2min, Jonas foi derrubado na área por um zagueiro, pênalti. Na cobrança, Alexandre Salles bateu e o goleiro Nilson defendeu. No entanto, o árbitro Wagner dos Santos Rosa mandou voltar o lance alegando que o camisa 1 do Náutico se adiantou.
Na segunda tentativa, Alexandre Salles foi novamente para a bola e Nilson segurou para desespero da torcida bugrina que, em pouco número no Brinco de Ouro, pedia a cabeça do presidente José Luiz Lourencetii.
O lance desestabilizou totalmente o Bugre. Melhor para o Náutico, que quase marcou aos 22min. O lateral-direito Júnior Sertânia arriscou chute de longe e a bola explodiu na trave.
Três minutos depois, o Alviverde, enfim, respondeu. Wagner recebeu lançamento de Alexandre Salles e cruzou. Jonas apareceu livre na área, mas chutou por sobre a meta de Nilson.
Aos 44min, porém, o Guarani chegou ao gol. Após cobrança de escanteio, Jonas subiu de cabeça e garantiu mais três pontos ao Alviverde de Campinas.
|