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  23/06/2005 - 10h00
São Paulo já se prepara para "guerra" em Buenos Aires

Marcius Azevedo
Do Pelé.Net
Em São Paulo

PANCADARIA NO MORUMBI

Ônibus do River é atacado


Dentro do Morumbi, a já tradicional provocação


Depois, confronto entre argentinos e policiais...


... minutos antes do jogo


Torcedor argentino é ferido


Alheios, são-paulinos invadem outro setor das arquibancadas
O São Paulo já esperava encontrar um clima hostil em Buenos Aires na segunda partida contra o River Plate na próxima quarta-feira, pela semifinal da Libertadores. Agora, após os episódios que antecederam o jogo disputado no Morumbi na noite desta quarta-feira, todos acreditam em uma verdadeira guerra.

Tudo começou com o ataque da torcida tricolor aos ônibus dos torcedores rivais horas antes da partida e, mais tarde, ao apedrejamento também no veículo que levava os jogadores ao estádio são-paulino. Para completar, dentro do estádio, os argentinos ainda entraram em conflito com a Polícia Militar e viram o time perder para o São Paulo por 2 a 0.

O superintendente de futebol do clube, Marco Aurélio Cunha, resumiu o sentimento da diretoria do São Paulo neste momento. "Acho que a chance de revanche existe e é bastante grande. Se fosse possível, o ideal seria entrarmos em campo com capacetes. Mas como não dá, vamos proteger nossas cabeças do jeito que der mesmo", afirmou.

Para diminuir a possibilidade de risco aos jogadores do São Paulo, o dirigente aposta em um planejamento bem feito. "Vamos pensar bastante sobre o que pode acontecer em Buenos Aires. Precisamos estar preparados para todo tipo de situação", analisou.

Um das grandes preocupações do Tricolor é em relação à chegada na Argentina. Pela programação, o São Paulo viaja na terça-feira à tarde. "Se nós pudéssemos, o ideal seria chegar de helicóptero e na hora do jogo. Mas como é impossível, vamos para lá um dia antes do jogo e passaremos apenas uma noite na Argentina", disse Cunha.

O São Paulo ainda estuda contratar seguranças adicionais para o confronto. No Brasil, o River Plate contou com o trabalho de alguns profissionais do Palmeiras. O superintendente, por enquanto, prefere não revelar se o clube vai mesmo adotar essa postura, apesar de alguns membros da diretoria já terem feito o pedido ainda nos vestiários.

"Vamos contar com a eficiência da nossa equipe para viagens internacionais e da polícia da Argentina", afirmou Marco Aurélio Cunha.

Os jogadores esperam ter tranqüilidade para atuar. "Não será fácil, mas o pensamento do grupo será apenas de jogar futebol e sair classificado de lá", afirmou Souza.

SÂO PAULO 2 x 0 RIVER PLATE

Dentro de campo, o jogo foi equilibrado. No 2º tempo, o São Paulo pressionou e, com gols de Danilo e Rogério Ceni, de pênalti, abriu vantagem na semi da Copa Libertadores. Leia mais e veja fotos
O atacante Luizão avisa que o Tricolor não pode afinar em Buenos Aires e tem que repetir a postura adotada no Morumbi. "Assumi uma postura de líder. Procurei conversar com o árbitro e com os outros jogadores. Não podíamos deixar que eles nos intimidassem em casa. Precisávamos impor nosso jogo e mostrar nossa cara", afirmou o camisa 11.

"Na Argentina eu vou procurar fazer a mesma coisa. Já joguei lá muitas vezes e nunca me intimidei. Não vai ser diferente agora", finalizou.

Para avançar à final da Libertadores, o São Paulo pode perder até por um gol de diferença. Se for derrotado por 2 a 0, o classificado será conhecido nos pênaltis. Vale lembrar que, pelo regulamento da competição, o gol anotado como visitante tem valor dobrado no caso de desempate. Ou seja, se o Tricolor fizer um gol, o River Plate terá de fazer quatro para ficar com a vaga.

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