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  30/06/2005 - 00h11
São-paulinos vivem clima de guerra na chegada e na saída

Marcius Azevedo
Enviado especial do UOL
Em Buenos Aires (Argentina)

O temor quanto à segurança de jogadores e torcedores no segundo duelo semifinal entre São Paulo e River Plate se justificou na noite desta quarta-feira, no estádio Monumental de Nuñez, em Buenos Aires. Problemas aconteceram antes, durante e após a partida válida pela Copa Libertadores da América.

 
Torcedores do São Paulo "fogem" depois de levarem pedrada no Monumental
Assim como ocorreu com a delegação do River no Morumbi, uma semana antes, o ônibus que levou os integrantes do São Paulo ao Monumental acabou apedrejado por argentinos no final do trajeto. Um segundo ônibus, com torcedores brasileiros, também foi alvo de objetos na chegada ao estádio.

"Todo mundo estava bem preparado para coisas como levar pedrada. Por isso, na chegada ao estádio escondemos a cabeça no banco do ônibus por onde não passasse estilhaços de vidro", contou o goleiro Rogério Ceni.

Diante do clima de tensão, a polícia argentina e dirigentes do River Plate alertaram o São Paulo dizendo que não poderiam garantir a segurança dos torcedores dentro do estádio. Apenas oito policiais foram destacados para acompanhar os brasileiros.

Com isso, alguns são-paulinos que chegaram ao Monumental de Nuñez de ônibus optaram por deixar o local e assistir ao duelo de outro lugar. Já os torcedores que foram ao estádio mais cedo conseguiram se acomodar nas arquibancadas.

Porém, no final do segundo tempo, a confusão começou na arquibancada. Os brasileiros arremessavam objetos na direção dos argentinos. A polícia agiu rápido e retirou os são-paulinos do local.

No lado de fora do estádio, logo depois da partida, torcedores do River entraram em confronto com a polícia, que atirava balas de borracha para tentar conter a confusão.


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