! Final brasileira histórica vê animosidade e provocações de diretorias - 13/07/2005 - UOL Esporte - Futebol
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  13/07/2005 - 14h34
Final brasileira histórica vê animosidade e provocações de diretorias

Bruno Freitas
Em São Paulo

Pela primeira vez nos mais de 40 anos da Copa Libertadores, dois clubes do mesmo país decidem o título. Mas isso não significa que o tradicional clima hostil que costuma opor adversários de nações diferentes na competição sul-americana esteja encostado. A decisão entre São Paulo e Atlético-PR é uma das mais quentes dos últimos tempos, pelo menos nos embates extracampo.

Folha Imagem 
Cunha (à esq.) participa de evento ao lado de Leoz, presidente da Conmebol
Nesta quarta-feira, num evento da Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) e da patrocinadora oficial da Libertadores, uma gigante montadora japonesa, a diretoria do Atlético-PR furou o protocolo ao não comparecer. Com a gafe do adversário, o representante do São Paulo não perdeu a oportunidade de tripudiar, revelando toda a animosidade entre os cartolas dos clubes finalistas.

"Comparecemos por uma questão de educação, até com as pessoas que vieram do Japão para este evento", afirmou Marco Aurélio Cunha, superintendente do São Paulo. "Da nossa parte existe um respeito total para esta final. Não vamos cometer nenhuma falha ética que venha a manchar nossa conquista ou mesmo a vitória do adversário", emendou o dirigente.

O clima entre as diretorias de Atlético-PR e São Paulo transbordou os limites amistosos por causa dos incidentes que antecederam o jogo de ida na final. Todo o esforço dos paranaenses de aumentar a capacidade de seu estádio em Curitiba, para mandar a partida com condições exigidas pela Conmebol acabou em vão.

Apesar de levantar uma parte anexa de arquibancadas na Arena da Baixada, para chegar ao número exigido de 40 mil lugares, o Atlético-PR teve seu estádio vetado e acabou obrigado a jogar longe de Curitiba, no Beira-Rio, em Porto Alegre.

Da nossa parte existe um respeito total para esta final. Não vamos cometer nenhuma falha ética que venha a manchar nossa conquista ou mesmo a vitória do adversário.
Marco Aurélio Cunha,
superintendente do São Paulo

Os paranaenses não esconderam a insatisfação e chegaram até a falar em manobra de bastidores. Por sua vez, a direção são-paulina avaliou que o comportamento dos adversários com relação aos ingressos do primeiro jogo foi inadequado. Por isso, endureceu o jogo para o confronto de volta no Morumbi.

"Dois mil ingressos está de bom tamanho para a torcida do Atlético-PR, que será muito respeitada no Morumbi. Estamos oferecendo o que nos foi dado. É um princípio de reciprocidade. Nos deram esta carga para um jogo de estádio que não estava cheio", comentou Marco Aurélio Cunha.

No fim do discurso, o dirigente são-paulino ainda deixou uma mensagem velada ao técnico adversário, Antonio Lopes, que vem tentando motivar seus jogadores através da polêmica. "Estamos com muita vontade de vencer, mas sem falar muito. Temos discrição", declarou.

Percebendo a elevação do clima, o presidente da Conmebol, o paraguaio Nicolas Leoz, usou de sua famosa diplomacia no encerramento do evento. "Preciso felicitar os brasileiros, que com esta final reafirma que é a força que mais faz para fazer o futebol sul-americano glorioso", afirmou o dirigente, que disse desconhecer o motivo da ausência dos representantes atleticanos na ocasião.

Não foi o bastante para cessar as provocações. Ao tomar conhecimento de um suposto plano de comemoração do Atlético-PR pós-final, o superintendente do São Paulo disparou. "Eles têm chope. Nós vamos celebrar com vinho, que é algo um pouco superior", afirmou Marco Aurélio.


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