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14/07/2005 - 23h43
Após 11 anos, Luizão e Amoroso se encontram para título
Marcius Azevedo, especial para o Pelé.Net* Em São Paulo
Quis o destino que Amoroso e Luizão, em 1994, não conseguissem levar o Guarani ao bicampeonato brasileiro. Duas das maiores revelações do país naquela temporada, os atacantes pararam no Palmeiras nas semifinais, pondo fim momentaneamente a uma das melhores duplas que o futebol nacional conheceu nos últimos anos.
Ambos rodaram o mundo. Luizão defendeu outros grandes clubes do Brasil e teve seu ápice ao fazer parte do elenco pentacampeão mundial, em 2002, na Copa do Mundo Japão-Coréia. Amoroso se fixou na Europa, foi ídolo por onde passou, principalmente no Borussia Dortmundo, da Alemanha.
ATACANTES DO SÃO PAULO | | Estatísticas | Amoroso | Luizão | | Gols | 1 | 1 | | Assistências | 1 | 0 | | Finalizações certas | 1 | 1 | | Total de Finalizações | 1 | 2 | | Dribles | 4 | 1 | | Passes certos | 8 | 4 | | Passes errados | 2 | 2 | | Faltas cometidas | 0 | 1 | | Faltas recebidas | 3 | 1 | | Cartões | 0 | 0 | Quis o mesmo destino que eles se reencontrassem para dar ao São Paulo seu tricampeonato da Copa Libertadores de América. Parceiros a partir das semifinais, contra o River Plate, os jogadores foram fundamentais na goleada por 4 a 0 sobre o Atlético-PR, nesta noite de quarta-feira, no Morumbi, no jogo que confirmou o Tricolor no Mundial de Clubes, em dezembro, no Japão.
Para completar a conquista, a dupla tricolor superou de longe a disputa com Lima e Aloísio, do Furacão, que lutavam pelo primeiro título internacional do clube paranaense. A começar pelo primeiro tempo.
Empurrados por mais de 70 mil são-paulinos, Amoroso e Luizão ignoraram a marcação adversária. Presos nos minutos iniciais, os atacantes abandonaram o posto fixo no campo ofensivo para, ao lado de Danilo e através das descidas de Júnior e Cicinho, atrapalhar a defesa rival.
Com a zaga tento pouco trabalho com Lima e Aloísio que, até aos 11min, havia conseguido apenas deixar o zagueiro Lugano pendurado com um cartão amarelo, o São Paulo ganhou libertadores para pressionar e abrir o placar pouco tempo depois.
Aos 16min, Luizão recebeu na entrada da área e deu um belo toque de calcanhar para Danilo. O meio-campista chutou rasteiro e Diego espalmou. No rebote, a bola desviou em um jogador atleticano e sobrou na cabeça de Amoroso que apenas completou para as redes.
ATACANTES DO ATLÉTICO-PR | | Estatísticas | Aloísio | Lima | | Gols | 0 | 0 | | Assistências | 0 | 0 | | Finalizações certas | 0 | 0 | | Total de Finalizações | 0 | 0 | | Dribles | 1 | 2 | | Passes certos | 1 | 1 | | Passes errados | 2 | 5 | | Faltas cometidas | 1 | 2 | | Faltas recebidas | 0 | 3 | | Cartões | 0 | 0 | Nem mesmo a desvantagem fez a dupla paranaense acordar. Aloísio, porém, contou com a ajuda do árbitro Horácio Helizondo para aparecer. Aos 45min, ele foi derrubado fora da área por Alex, mas a arbitragem assinalou pênalti. Na cobrança, Fabrício acertou a trave direita de Rogério Ceni.
O gol de Fabão, logo aos 7min da etapa complementar, fez o Atlético-PR se abrir ainda mais e procurar o ataque, contudo, no desespero. A má atuação de seus homens de frente fez o técnico Antônio Lopes sacar Lima, aos 15min, para a entrada de Rodrigo.
As mudanças melhoraram o passe dos atleticanos, contudo, abriram espaços na defesa. E foi exatamente em uma brecha na marcação que o São Paulo chegou ao terceiro gol, em jogada de sua dupla de goleadores.
Aos 25min, Amoroso recebeu pela direita, driblou Durval e cruzou. A bola cruzou toda a área e sobrou para Luizão, em impedimento, apenas desviar para o gol e garantir seu 28° gol em Libertadores e o título ao clube do Morumbi.
"Estou muito feliz. É o título mais importante da minha vida", afirmou o avante, dois minutos depois, ao ser substituído pelo meia Souza. Luizão se despediu do São Paulo nesta quinta-feira. Ele agora é jogador do Nagoya Grampus, do Japão.
* Colaborou a MBPress
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