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29/07/2005 - 22h23
Portuguesa mantém jejum, mas segue no G8
Da Redação Em São Paulo
A Portuguesa não conseguiu acabar com o jejum de vitórias na Série B do Campeonato Brasileiro. Atuando em Florianópolis, o time paulista empatou com o Avaí por 1 a 1, depois de sair perdendo por 1 a 0, e perdeu a chance de ficar mais perto dos líderes da competição nacional.
O resultado mantém as duas equipes entre os oito que avançam à próxima fase da Série B, mas faz com que ambas percam uma posição. A Portuguesa cai do quinto para o sexto lugar e o Avaí deixa a sétima para figurar na oitava colocação.
| TRAPALHADA E EXPULSÃO | O lateral-esquerdo Leandro solicitou atendimento médico aos 46min do segundo tempo. Quando voltou, foi advertido pelo árbitro com um cartão amarelo por ter simulado uma contusão.
O problema é que Carlos Jack Rodrigues Magno ergueu o cartão amarelo e em seguida o vermelho, como se Leonardo já tivesse sido punido antes. A primeira advertência do lateral não havia sido marcada sequer pelos mesários do jogo.
João Fernando da Silva, quarto árbitro do confronto, ainda tentou avisar o árbitro sobre a inexistência do primeiro amarelo de Leonardo. Antes de conversar com o companheiro, contudo, Magno resolveu encerrar a partida. | A queda na tabela ratifica o mau momento vivido pela equipe do Canindé. A Portuguesa havia perdido suas duas partidas anteriores na Série B do Brasileiro (para Marília e Vila Nova, ambas por 1 a 0) e segue sem conseguir encerrar o jejum de placares positivos.
No entanto, o time paulista derrubou um jejum nesta sexta-feira. O gol marcado por Leandro Amaral, aos 4min do segundo tempo, foi o primeiro da equipe depois de 253 minutos de estiagem.
O gol fez com que o técnico Giba elogiasse o comportamento de sua equipe diante do Avaí. "Mesmo jogando fora de casa e contra a torcida adversária, nós não nos desesperamos. Seguimos com o controle do jogo e conseguimos a igualdade. Gostei do nosso desempenho", analisou o comandante.
| MAIS DESFALQUES | Além de Leonardo, a Portuguesa não poderá escalar o goleiro Gléguer e o volante Rodrigo Pontes na próxima rodada da Série B. Os dois receberam o terceiro cartão amarelo nesta sexta-feira e cumprirão suspensão automática.
O amarelo de Gléguer aconteceu ainda no primeiro tempo, quando o goleiro reclamou do pênalti marcado pelo árbitro Carlos Jack Rodrigues Magno. "Só pedi para ele apitar direito. Não quero ser ajudado por ninguém, mas é complicado trabalhar a semana inteira e ser prejudicado dessa forma", disparou o camisa 1. | Assim como Giba, o técnico Márcio Araújo também se mostrou satisfeito com o empate. "Não jogamos contra um time que briga para ficar entre os oito, mas que briga para ficar entre os quatro melhores. Se não tivéssemos perdido o pênalti (cobrado por Fábio Oliveira aos 22min do primeiro tempo), poderíamos até ter conseguido um placar melhor. Mas não temos motivo para reclamar", sentenciou.
O empate desta sexta-feira encerra uma seqüência de três vitórias do Avaí. Antes do confronto com a Portuguesa, a equipe catarinense havia superado Sport (3 a 0), Gama (3 a 2) e Bahia (3 a 0).
Agora, a Portuguesa terá uma semana para descansar. O time paulista só volta a campo na próxima sexta-feira, quando recebe o Ceará no Canindé. O Avaí entra em campo apenas no domingo, fora de casa, contra o líder Santa Cruz.
O jogo Em casa, precisando vencer para encostar nos líderes, o Avaí começou pressionando nesta sexta-feira. O time catarinense exerceu forte marcação sobre a saída de bola da Portuguesa e fez com que o time paulista ficasse acuado em seu campo.
Aos poucos, porém, a Portuguesa conseguiu se equilibrar. O meio-campo paulista acertou a marcação e passou a utilizar mais o camisa 10 Cléber, principal articulador da equipe dirigida pelo técnico Giba.
Quando a Portuguesa era melhor, contudo, o Avaí teve excelente oportunidade para inaugurar o marcador. Michel recebeu lançamento na direita aos 22min e deu um lençol no zagueiro Sílvio Criciúma. O defensor ficou parado, de costas, e impediu a passagem do atacante. Assim, o árbitro Carlos Jack Rodrigues Magno apontou a penalidade.
Na cobrança, Fábio Oliveira tocou no canto direito de Gléguer e o goleiro, depois de se adiantar muito, praticou a defesa. "Ele ficou assustado porque percebeu que não foi pênalti. Assim, estava na cara que ele não poderia marcar mais nada", admitiu o camisa 1 da Lusa.
"A gente até tentou reclamar, mas não tem o que fazer. Infelizmente, ele não vai voltar atrás. Não adianta lamentar um lance como esse", comentou Fábio Oliveira, autor da cobrança defendida por Gléguer.
O sucesso de Gléguer, contudo, durou pouco. Aos 29min, Fábio Oliveira conduziu a bola pela meia esquerda e arriscou de fora da área. Ela entrou no ângulo direito do goleiro da Portuguesa, que nada pôde fazer.
Depois do gol, o Avaí melhorou e voltou a pressionar a Portuguesa. Em um contra-golpe, contudo, o time paulista chegou ao empate. Oliveira arrancou com a bola aos 4min do segundo tempo, pela direita, e cruzou rasteiro. Leandro Amaral apareceu dentro da área e desviou de primeira para vencer o goleiro Gilmar.
Assustado, o Avaí não conseguiu seguir pressionando a Portuguesa. O time catarinense usou apenas a bola aérea para atacar no restante do segundo tempo e só levou perigo uma vez. Aos 20min, o zagueiro Naílton aproveitou cobrança de escanteio da esquerda e tocou de cabeça para as redes, mas o árbitro apontou falta do defensor.
Apesar de ter colocado mais um meia em campo (Yan, que entrou no lugar de Paulo Foiani), o técnico Márcio Araújo não conseguiu fazer com que o Avaí criasse oportunidades de gol. "Enfrentamos uma equipe muito bem montada. Eles jogam com três volantes e não tinha sentido nós também continuarmos com três homens de marcação. Mas a troca não surtiu o efeito que nós esperávamos", admitiu.
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