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25/08/2005 - 22h22
Atlético-MG vence a 2ª e sobe mais um degrau
Da Redação Em São Paulo
A situação ainda é ruim, mas o Atlético-MG subiu mais um degrau no Campeonato Brasileiro. Nesta quinta-feira, jogando em Florianópolis, o time comandado por Marco Aurélio superou o Figueirense por 1 a 0 e, pela primeira vez desde o início da competição nacional, acumulou duas vitórias consecutivas.
| JOGO DE REENCONTRO | O Figueirense reviu seu ex-comandante nesta quinta-feira. No dia 23 de abril, quando iniciou o Campeonato Brasileiro perdendo para o Atlético-MG por 4 a 1, o time catarinense era dirigido por Marco Aurélio.
Nesta quinta-feira, Marco Aurélio retornou ao Orlando Scarpelli. Agora, porém, para dirigir o Atlético-MG e enfrentar os donos da casa pela primeira vez desde que foi demitido.
O curioso é que Marco Aurélio conseguiu nesta quinta a segunda vitória dele no estádio Orlando Scarpelli. O único triunfo do treinador dentro de casa no Brasileirão havia acontecido no dia 28 de maio, quando o Figueirense superou o São Caetano por 2 a 0.
No total, Marco Aurélio esteve no comando do Figueirense em 37 partidas e conquistou apenas 12 vitórias. Nos outros 15 jogos, o treinador empatou dez e perdeu outras 15. | A série positiva ainda não tirou o Atlético-MG da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro, mas melhorou a situação do time mineiro. Na rodada passada, a vitória por 2 a 1 sobre o Juventude tirou o time de Marco Aurélio da lanterna. Agora, com o triunfo sobre o Figueirense, o clube alvinegro sobe para 19 pontos e alcança a 20ª colocação.
Nesta quinta-feira, o êxito do Atlético-MG foi recheado de sofrimento no segundo tempo. Primeiro porque o volante Fábio Baiano foi expulso logo aos 2min e deixou os visitantes com um homem a menos. Depois, aos 8min, o goleiro Bruno defendeu uma penalidade cobrada por Michel Bastos, artilheiro do Figueirense no Brasileiro (11 gols), e assegurou a vitória.
"Foi um sofrimento danado no segundo tempo, mas a sorte estava do nosso lado e isso também é importante. Lutamos muito e perseguimos o placar. Eles criaram chances e poderiam ter mudado a história, mas o importante é que vencemos", concluiu o treinador do Atlético-MG, Marco Aurélio.
Este é o segundo revés do Figueirense nas duas partidas em que a equipe catarinense foi dirigida pelo técnico Adílson Batista. Na estréia dele, o time catarinense havia sido batido pelo Santos por 4 a 3.
Com as duas derrotas seguidas, o Figueirense estaciona nos 19 pontos e foi superado exatamente pelo Atlético-MG, que tem a mesma pontuação e um saldo de gols melhor (-7 contra -10). Assim, o time catarinense cai para a 21ª (e penúltima) posição.
"Não estamos jogando mal. Acho que fizemos uma boa apresentação hoje [quinta-feira] e também mostramos bom futebol diante do Santos. Por isso, tenho certeza que podemos escapar da zona de rebaixamento", assegurou o treinador Adílson Batista, comandante do Figueirense.
As duas equipes voltam a campo no próximo domingo, ambas às 16h. O Figueirense jogará fora de casa contra o Flamengo, no estádio Luso-Brasileiro, e o Atlético-MG receberá a Ponte Preta no Mineirão.
O jogo Desde o início, o Figueirense pressionou o Atlético-MG. Com os meio-campistas Carlos Alberto e Fernandes abertos pelas laterais, o time catarinense conseguiu ocupar melhor os espaços e obrigou os visitantes a se fecharem em seu campo defensivo.
| OUVIDOS À TORCIDA | O volante Axel, do Figueirense, foi insistentemente vaiado pela torcida da equipe catarinense nesta quinta-feira. Durante todo o primeiro tempo, os torcedores do time mandante perseguiram o camisa 5 sempre que ele tocou na bola.
Chateado, Axel reclamou da postura da torcida. "Infelizmente, ninguém reconhece o esforço. A gente luta, se dedica e corre demais para ajudar o Figueirense. Mas futebol é resultado e só o resultado dá tranqüilidade para trabalhar", admitiu.
Coincidência ou não, o técnico Adílson Batista substituiu o volante Axel pelo lateral-direito Paulo Sérgio no intervalo do jogo. Com a alteração, o comandante catarinense mudou a postura tática de Carlos Alberto, que atuou aberto pela direita na etapa inicial. | No entanto, a zaga do Atlético-MG apresentou marcação praticamente perfeita e não deu espaços para o Figueirense criar. Assim, mesmo com mais posse de bola, o time da casa não conseguiu levar perigo ao gol defendido por Bruno.
Nas duas vezes em que a defesa mineira falhou, o atacante Alexandre compensou. Aos 14min, o camisa 9 recebeu um cruzamento da direita, arriscou um voleio desajeitado e mandou por cima do travessão. No lance seguinte, Lima furou em uma bola lançada para a área e Alexandre bateu de primeira, em cima do goleiro Bruno, que saiu muito bem do gol.
Mais eficiente, o Atlético-MG aproveitou a primeira oportunidade que criou e inaugurou o marcador. Aos 17min, George Lucas bateu escanteio da direita e encontrou Catanha no primeiro pau. O camisa 11 cabeceou forte e mandou a bola no canto esquerdo de Edson Bastos para marcar seu primeiro gol em duas partidas com a camisa do clube alvinegro.
"É uma emoção muito grande. Eu espero fazer um grande trabalho aqui no Atlético-MG e é claro que um gol logo na segunda partida dá uma tranqüilidade maior para a seqüência do Campeonato Brasileiro", ponderou o autor do gol dos visitantes.
Em vantagem, o Atlético-MG assumiu o controle do jogo. O Figueirense, atordoado, não conseguiu manter a postura ofensiva dos 15 minutos iniciais e se retraiu. Prova disso é que a melhor oportunidade dos donos da casa aconteceu em um lance irregular. Edmundo roubou uma bola do goleiro Bruno quando ele fazia a reposição e tocou para a meta vazia aos 25min, mas o gol foi invalidado pelo árbitro paranaense Heber Roberto Lopes.
Preocupado com a mudança de postura do Figueirense, o treinador Adílson Batista alterou a estrutura tática da equipe da casa no intervalo. Para isso, tirou o volante Axel e o meia Fernandes para colocar, respectivamente, o lateral-direito Paulo Sérgio e o atacante Adriano.
As mudanças de Adílson Batista ainda foram incentivadas pela expulsão de Fábio Baiano. O meio-campista do Atlético-MG cometeu falta sobre Bilu aos 2min e, como já havia recebido cartão amarelo, foi excluído de campo.
Com um homem a mais, o Figueirense cresceu e assumiu o controle do jogo. E a equipe da casa poderia ter marcado aos 8min. Adriano recebeu na área, driblou o goleiro Bruno para a direita e foi derrubado. Na cobrança do pênalti, Michel Bastos colocou a bola no canto direito e o camisa 1 do Atlético-MG praticou a defesa.
FIGUEIRENSE Edson Bastos; Marquinhos Paraná, Cléber, Bebeto e Michel Bastos; Axel (Paulo Sérgio), Carlos Alberto (Sérgio Manoel), Bilu e Fernandes (Adriano); Edmundo e Alexandre Técnico: Adílson Batista ATLÉTICO-MG Bruno; Leandro Castan, Cáceres e Lima; George Lucas (Henrique), Walker, Zé Antônio, Fábio Baiano e Rubens Cardoso; Marques e Catanha (Luiz Mário) Técnico: Marco Aurélio Local: estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis (SC) Árbitro: Heber Roberto Lopes (Fifa-PR) Auxiliares: Roberto Braatz (Fifa-PR) e Rogério Carlos Rolim (PR) Público: 6.400 pagantes Renda: R$ 68.625,00 Cartões amarelos: Zé Antônio (A), George Lucas (A), Bruno (A), Paulo Sérgio (F), Bilu (F), Cléber (F) Cartão vermelho: Fábio Baiano (A) Gols: Catanha, aos 17min do primeiro tempo
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