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07/09/2005 - 19h58
Apagado, Paraná perde na estréia de Barbieri
Da Redação Em São Paulo
Depois de dez jogos sem perder e um surpreendente aproveitamento no primeiro turno, o Paraná ainda não sabe o que é vencer na segunda metade do Campeonato Brasileiro. Nesta noite de quarta-feira, na estréia do técnico Luiz Carlos Barbieri, a derrota por 2 a 0 para o Juventude, em Caxias do Sul, impediu que o time voltasse à zona de classificação para a Copa Libertadores.
PARANÁ EM QUEDA NO 2° TURNO | Adversário | Placar | Data | | Goiás | 1 x 1 | 24/08 | | São Paulo | 0 x 4 | 28/08 | | Juventude | 0 x 2 | 07/09 | "Nossa equipe esteve irreconhecível. Erramos muitos passes, não trabalhamos a bola e também não concluímos contra o gol adversário. Os goleiros praticamente não trabalharam e, mesmo assim, sofremos dois gols", afirmou o novo comandante paranista.
O placar no estádio Alfredo Jaconi manteve o clube de Curitiba com 38 pontos, ainda em sexto lugar, mas há quatro rodadas sem triunfar (duas derrotas e um empate no turno final).
Já os gaúchos fazem campanha oposta na metade final do Nacional-05. Acumulando agora duas vitórias e um empate, os comandados de Sebastião Lazaroni sobem da 12ª para a nona colocação, com 36 pontos, e voltam ao grupo que vai à Copa Sul-Americana em 2006.
O triunfo desta noite, aliás, diminui a oscilação do Juventude sob o comando do treinador. Em dez partidas desde que assumiu o posto deixado por Ivo Wortmann, Lazaroni conquistou quatro vitórias, quatro derrotas e dois empates. Aproveitamento de 46% da pontuação.
| JUVENTUDE MELHORA NO 2° TURNO | Adversário | Placar | Data | | Corinthians | 1 x 0 | 24/08 | | Atlético-PR | 2 x 2 | 27/08 | | Paraná | 2 x 0 | 07/09 | A queda de rendimento do Paraná no torneio coincide exatamente com a má fase do atacante Borges, artilheiro do time com 11 gols. O avante não balança as redes desde o dia 3 de agosto, na vitória por 2 a 0 sobre o Botafogo. Nos sete jogos de jejum, seu clube acumulou quatro empates, duas derrotas e apenas uma vitória.
Apesar do baixo aproveitamento do sistema ofensivo, os curitibanos seguem com a melhor defesa de todo o Brasileiro. Em 24 partidas, a equipe sofreu apenas 26 gols. O Goiás, que também tinha 24 no início da rodada, foi batido por 3 a 0 pelo Figueirense.
O Paraná busca a reabilitação no próximo domingo, diante do Palmeiras, às 16h, no estádio Pinheirão, em Curitiba. Já o Juventude vai ao Rio de Janeiro enfrentar o Vasco, no mesmo dia e horário, em São Januário.
O jogo Com liberdade para chegar ao campo de ataque, sobretudo pelas laterais, o Juventude não demorou a abrir o placar. Aos 9min, após levantamento da direita, Josiel subiu mais que seu marcador e cabeceou no canto esquerdo do goleiro Darci.
A desvantagem fez o Paraná acordar. Tendo em Thiago Neves sua principal fonte de jogadas ofensivas, a equipe tinha mais posse de bola, mas sem transformar a superioridade em boas situações para o artilheiro Borges, que, isolado, conseguiu concluir contra o gol pela primeira vez apenas aos 26min em defesa fácil do estreante goleiro Fabiano.
Apesar de não fazer grande exibição, o Juventude ampliou aos 33min. Josiel recebeu passe na área e foi derrubado pelo zagueiro João Paulo. Na cobrança do pênalti, Roger bateu, o goleiro Darci desviou e a bola tocou na trave. O próprio lateral ficou com o rebote na área e apenas completou para as redes.
A melhor chance do Paraná surgiu apenas aos 41min. Beto aproveitou levantamento para a área e cabeceou. A bola passou muito próxima ao ângulo esquerdo do goleiro Fabiano, mas saiu pela linha de fundo.
No retorno do intervalo, Barbieri deixou o Paraná mais ofensivo com a entrada do atacante Wellington Paulista no lugar do meia Mário César. Com o Juventude mais recuado, o time de Curitiba passou a ter mais a bola, contudo, sem chegar a assustar.
A primeira boa oportunidade foi dos gaúchos. Aos 13min, Lauro avançou pela esquerda e serviu Tucho na entrada da área. O armador demorou a concluir e, quando bateu, mandou a bola sobre a meta.
A partir dos 20min, o rendimento do Paraná, que já não era bom, ficou ainda pior. Sem criatividade e com pouca movimentação ofensiva, o time praticamente não ofereceu perigo. Borges, bem marcado por Antônio Carlos, foi figura apagada durante toda a partida.
JUVENTUDE Fabiano; Éderson, Antônio Carlos (Índio) e Daniel; Juliano, Lauro, Wellington Monteiro, Tucho (Jardel) e Roger; Marcelinho (Diego Campos) e Josiel Técnico: Sebastião Lazaroni
PARANÁ Darci; Daniel Marques, João Paulo (Flávio Alex) e Marcos; Neto, Beto, Rafael Muçamba, Mário César (Wellington Paulista), Thiago Neves (Maicossuel) e Vicente; Borges Técnico: Luiz Carlos Barbieri
Local: estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul (RS) Árbitro: Luís Marcelo Vicentin Cansian (SP) Auxiliares: Everson Luís Soares (SP) e Flávio Lúcio Magalhães (SP) Cartões amarelos: Lauro (J), Marcos (P), Antônio Carlos (J) e Daniel Marques (P) Gols: Josiel, aos 9min, e Roger, de pênalti, aos 33min do primeiro tempo
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