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14/09/2005 - 23h47
Com um a menos, Flu vence o Banfield de virada
Da Redação No Rio de Janeiro
Foi um sufoco, mas o Fluminense alcançou o objetivo de vencer o Banfield, da Argentina, com certa folga pelo jogo de ida das oitavas-de-final da Copa Sul-Americana, na noite desta quarta-feira, em São Januário. Com um jogador a menos desde os 26min do primeiro tempo, o time brasileiro começou perdendo, mas conseguiu a vitória por 3 a 1.
EFE Leandro sobe no alambrado para comemorar o primeiro gol do Flu na vitória sobre o Banfield O triunfo por dois gols de diferença deu ao técnico Abel Braga a vantagem que ele queria para, no jogo de volta, marcado para o dia 28, possivelmente escalar uma equipe mista.
Essa partida acontecerá em uma semana complicada para o Fluminense. Três dias antes do jogo, o time de Abel Braga enfrentará o Santos pelo Brasileirão. Depois da decisão contra o Banfield, a equipe enfrentará, fora de casa, outro clube que luta pelas primeiras posições da competição nacional. Por isso, Abel comemorou muito a vantagem.
"Foi uma vitória brilhante, que mostrou que não temos medo de perder jogo porque nunca abdicamos do ataque, mesmo com um a menos. Se não tivéssemos feito o resultado aqui, lá a gente não faria", declarou o técnico, que na segunda etapa mandou o time para o ataque, expondo o setor defensivo aos contra-ataques.
A partida foi marcada por alguns lances de pura violência por parte dos argentinos, que passaram a cometer faltas desleais depois que o Fluminense virou o placar. O árbitro não expulsou os argentinos Civelli e Barrionuevo que acertaram Preto Casagrande e Beto, respectivamente, mas puniu Leandro com o cartão vermelho por critérios disciplinares.
Com bons passes de Preto Casagrande e Beto, Tuta marcou duas vezes e isolou-se na artilharia da competição, com quatro gols. O atacante marcou em todos os últimos seis jogos do Fluminense e já soma 28 gols na temporada.
| FLU VENCE ARGENTINOS DEPOIS DE 20 ANOS | O Fluminense fez história nesta quarta-feira. Depois de vinte anos sem enfrentar uma equipe argentina em jogos oficiais, o Fluminense de Abel Braga conseguiu, em 90 minutos, o que a equipe de 1985 não conquistou em 360: uma vitória.
Na Taça Libertadores daquele ano, o Tricolor fez quatro partidas contra times portenhos. Contra o Argentinos Jrs, o Flu colecionou duas derrotas, ambas por 1 a 0. Diante do Ferrocarril Oeste, o Tricolor perdeu uma, também por 1 a 0, e empatou outra por 0 a 0.
A convincente vitória por 3 a 1 nesta quarta confirma o bom momento do Fluminense, que, assim como em 1985, conquistou o título de campeão estadual. | "Vivo de fazer gols e tenho que continuar colocando a bola para dentro mesmo quando o time não joga tão bem", disse o artilheiro da noite.
Com o resultado, para ficar com a vaga nas quartas-de-final, o Fluminense pode até perder por um gol no jogo de volta, que acontecerá no dia 28, no acanhado estádio do Banfield, em Buenos Aires. Uma derrota por 2 a 0, no entanto, classificará os argentinos, uma vez que marcaram um gol fora de casa. Somente se houver triunfo do Banfield por 3 a 1 é que a decisão irá para a disputa de pênaltis.
Quem avançar de fase enfrentará o vencedor do confronto entre DC United-EUA e Universidad Católica-CHI. No primeiro jogo, em solo americano, houve empate por 1 a 1.
O jogo A partida entre Fluminense e Banfield começou equilibrada, com ambas as equipes atacando bastante. Tanto que logo aos 12min o time argentino abriu o placar. Após cruzamento da esquerda, Galarza recebeu livre no lado direito da área e cruzou rasteiro para Dátolo. De primeira, o jogador chutou para o fundo das redes de Kleber.
Os torcedores argentinos ainda comemoravam quando, no minuto seguinte, o Fluminense empatou. Tuta disputou a jogada na entrada da área e tocou para Leandro. A bola ainda desviou no zagueiro Barraza, mas chegou limpa para o atacante chutar no ângulo do goleiro Santillo. Na comemoração, Leandro subiu no alambrado e, por isso, recebeu o cartão amarelo.
Com o Banfield já pressionando o Fluminense, o time carioca ganhou mais um problema aos 26min, quando o atacante Leandro foi expulso por cair dentro da área. O árbitro boliviano achou que o jogador tentou simular um pênalti e o mandou para o vestiário mais cedo.
Com um homem a menos, a equipe brasileira precisou busca força extra para iniciar uma nova reação na partida. Na saída para o intervalo, o atacante Tuta criticou a arbitragem e usou o mote de uma campanha publicitária para explicar o esforço dos tricolores em campo.
"Ele [árbitro] não deu uma falta ali e acho que a arbitragem está invertendo as faltas. Mas somos brasileiros e não desistimos nunca", disse o jogador.
Para a segunda etapa, Abel Braga tirou Lino, que vinha sendo vaiado pela torcida, e colocou o titular Juan, que estava sendo poupado. O treinador também adotou postura bem ofensiva ao substituir o meia Juninho pelo atacante Beto.
Aos 20min, o técnico Carlos Leeb processou três alterações no Banfield, mas as mudanças não surtiram efeito. Aos 25min, Preto Casagrande lançou Tuta, que virou o placar. O atacante dominou livre e, com o pé esquerdo, chutou forte.
No final da partida, a arbitragem boliviana revoltou os jogadores do tricolor. Isso porque o zagueiro Civelli acertou um chute no peito de Preto Casagrande e recebeu apenas cartão amarelo.
Mas, aos 41min, Tuta recebeu ótimo passe de Beto e garantiu o gol tricolor que deu boa vantagem para o Fluminense no jogo de volta.
FLUMINENSE Kleber; Gabriel, Gabriel Santos, Igor e Lino (Juan); Arouca, Preto Casagrande, Juninho (Beto) e Petkovic; Leandro e Tuta Técnico: Abel Braga
BANFIELD Santillo; Barraza (Paletta), Civelli, Pages e Sanguinetti; Lux (Barrionuevo), Leiva, Dátolo e Galarza; Lujambio e Sand (Cvitanich) Técnico: Carlos Leeb
Local: estádio de São Januário, no Rio de Janeiro (RJ) Árbitro: René Ortubé (BOL) Assistentes: Iván Gamboa e Arol Valda (ambos da BOL) Cartões amarelos: Leandro (F), Sand (B), Barraza (B), Lujambio (B), Civelli (B), Pages (B) Cartão vermelho: Leandro (F) Gols: Dátolo, aos 12min, e Leandro, aos 13min do primeiro tempo; Tuta, aos 25min e aos 41min do segundo tempo
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