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21/09/2005 - 23h45
Gol de Ceni dá vitória ao São Paulo contra Cruzeiro
Da Redação Em São Paulo
Folha Imagem Após falha, Rogério Ceni se redime, marca de pênalti e São Paulo bate o Cruzeiro de virada O goleiro Rogério Ceni mais uma vez foi o herói do São Paulo. Mas por pouco não foi vilão. Depois de falhar no lance do segundo gol do Cruzeiro, o camisa 1 do São Paulo marcou, de pênalti, o gol da vitória por 3 a 2, de virada, sobre os mineiros, em Belo Horizonte, pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro. No empate por 1 a 1 no primeiro turno, aliás, foi ele quem salvou o clube do Morumbi também.
E o camisa 1 segue sonhando com o título brasileiro: "Enquanto estivermos ganhando as partidas, vamos continuar sonhando com a conquista".
A vitória desta quarta-feira, por sinal, mantém a ascensão do São Paulo na competição nacional, depois de um amargo período na zona de rebaixamento. Com o triunfo diante dos mineiros, o tricolor chega a cinco vitórias consecutivas (seis jogos sem perder) e já soma 37 pontos, podendo terminar esta rodada na área de classificação para a Copa Sul-Americana.
"O São Paulo é um time que está numa arrancada importante no campeonato e continua mostrando que é um ótimo time", declarou o zagueiro Diego Lugano, um dos ídolos são-paulinos ao lado de Rogério Ceni.
Se do lado paulista o caminho é para cima, do lado mineiro a estrada indica para baixo. Em queda desde a saída do atacante Fred, negociado com o Lyon, da França, a equipe celeste não se encontrou na temporada é agora está há oito partidas sem vencer (seis pelo Brasileiro e duas pela Sul-Americana), sendo sete derrotas consecutivas, a pior sequência da história.Veja quadro abaixo.
"Isso não é aceitável da nossa parte. O time tem de ser um todo, todos devem estar ligados, e não apenas cinco ou seis. Tomamos esses gols por falta de atenção", reclamou o zagueiro Marcelo Batatais, que tem sempre tido discurso semelhante após os tropeços.
| CRUZEIRO: JEJUM HISTÓRICO | Adversário | Placar | Data | | Internacional | 1 x 4 | 28/08 | | Juventude (Sul-Americana) | 0 x 1 | 01/09 | | Fluminense | 2 x 6 | 07/09 | | Goiás | 0 x 1 | 10/09 | | Vélez (Sul-Americana) | 0 x 2 | 14/09 | | Palmeiras | 1 x 3 | 17/09 | | São Paulo | 2 x 3 | 21/09 | Tal retrospecto do time celeste o tirou da briga pelo seu segundo título nacional (conquistou o primeiro de maneira indiscutível em 2003) e jogou o clube para a zona intermediária da tabela - os comandados do técnico Paulo César Gusmão somam 37 pontos, o mesmo que o São Paulo, mas perdem no saldo de gols (seis contra um).
Na próxima rodada do Campeonato Brasileiro, o Cruzeiro enfrenta a Ponte Preta, no domingo, às 16h, no estádio Moisés Lucarelli, em Campinas. No mesmo horário, mas no dia anterior, o São Paulo recebe o Paysandu, que luta contra o rebaixamento, no Morumbi.
O jogo O início da partida desta noite em Belo Horizonte mostrou exatamente o momento vivido por Cruzeiro e São Paulo no Campeonato Brasileiro. Enquanto o time mineiro, apático, demorou a se encontrar em campo, a equipe paulista, embalada, chegou com perigo ao ataque. Como aos 3min, quando Cicinho cobrou escanteio da direita e o meia Danilo desviou de cabeça. Artur defendeu.
Bastou o até então desorganizado e pressionado Cruzeiro encaixar um contra-ataque para o panorama do jogo mudar. Aos 16min, Maldonado avançou pelo meio e tocou para Diego, que rolou para Alecsandro. O estreante da noite, girou em frente à zaga adversária e rolou para Kelly. O jogador, sem marcação, chutou forte de esquerda. A bola bateu no travessão e entrou no gol.
| DUELO CASEIRO | O confronto entre Cruzeiro e São Paulo significou também um duelo familiar entre dois jogadores. Os irmãos Richarlysson, do time paulista, e Alecsandro, da equipe mineira, são filhos do ex-atacante Lela, que fez sucesso nos anos oitenta defendendo o Coritiba.
No duelo particular, quem levou a melhor foi o irmão mais velho, Alecsandro. O jogador carimbou a trave do adversário no primeiro tempo e deu o toque de cabeça para Diego marcar o segundo do Cruzeiro na etapa complementar.
Já Richarlysson teve atuação mais discreta. Apagado em campo, o armador foi substituído no segundo tempo por Diego Tardelli.
Curiosamente, os irmãos nunca atuaram juntos. Alecsandro iniciou a carreira no Vitória e teve passagens por Sport e Ponte Preta. Já Richarlysson defendeu o Santo André até o início de 2005. | Para o São Paulo o gol não foi nada agradável, mas ele deixou a partida eletrizante. De um lado, os donos da casa foram fortes ao ataque e até acertaram bola na trave de Rogério Ceni, com Alecsandro, aos 20min. Do outro, o time tricolor apertou na marcação e também criou boas chances de empatar. Aos 35min, por exemplo, Artur defendeu belo chute cruzado de Christian.
"No pouco espaço que eles [Cruzeiro] tiveram, saiu o gol. Mas o São Paulo está bem em campo e precisa só melhorar a finalização", analisou o meia Richarlysson no intervalo da partida.
Ambas as equipes voltaram para o segundo tempo com as mesmas formações que terminaram o primeiro. O ritmo da partida também continuou igual. Tanto que o Cruzeiro teve ótima chance de ampliar a 1min, com Alecsandro após cruzamento de Diego.
Mas boa oportunidade mesmo teve o São Paulo aos 6min. Após cruzamento da direita, a bola ficou com Richarlysson na esquerda. Ele rolou para Christian, que, da pequena área, chutou em cima de Moisés. No rebote, Cicinho também tentou, mas o zagueiro celeste salvou novamente.
Se o clube do Morumbi perdeu a chance, o Cruzeiro ampliou quatro minutos depois. A bola foi lançada para o ataque, Rogério Ceni saiu mal do gol e Alecsandro tocou de cabeça para Diego, que em seguida saiu de campo com câimbra, chutar para o gol vazio.
Mesmo com dois gols de desvantagem, o São Paulo não se abateu. Tanto que empatou a partida em quatro minutos. Aos 12min, após escanteio da direita, o zagueiro Flávio Donizetti cabeceou bem e encobriu o goleiro Artur. E aos 16min, Josué ganhou disputa de cabeça com Maldonado e ajeitou para Christian, que, de virada, chutou forte, sem chance para o goleiro adversário.
Empolgado com a rápida reação, o time do técnico Paulo Autuori continuou no ataque e chegou ao terceiro gol. Aos 26min, em cobrança de pênalti, cometido por Maldonado em Christian, o goleiro Rogério Ceni marcou o gol de número 51 em sua carreira.
CRUZEIRO Artur; Maurinho, Marcelo Batatais, Moisés e Ânderson (Tadeu); Diogo, Maldonado, Wagner e Kelly: Alecsandro e Diego (Francismar) Técnico: Paulo César Gusmão
SÃO PAULO Rogério Ceni; Cicinho, Flávio Donizetti, Lugano e Júnior; Mineiro, Josué, Richarlysson (Diego Tardelli), Souza e Danilo; Christian (Renan) Técnico: Paulo Autuori
Local: estádio do Mineirão, em Belo Horizonte (MG) Árbitro: Evandro Rogério Roman (PR) Auxiliares: Gilson Bento Coutinho e Altemar Roberto Domingues (ambos do PR) Cartão amarelo: Diego (C) Gols: Kelly, aos 16min do primeiro tempo; Diego, aos 10min, Flávio Donizetti, aos 12min, Christian, aos 16min, e Rogério Ceni, de pênalti, aos 26min do segundo tempo
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