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12/11/2005 - 20h03
Botafogo vence Paraná e esfria a crise
Da Redação No Rio de Janeiro
A crise deflagrada durante a semana rendeu dividendos ao Botafogo. Na noite deste sábado, o time atuou "mordido" contra o Paraná e venceu por 2 a 0, gols de Ramon e Juca. O jogo, válido pela 38ª rodada do Campeonato Brasileiro aconteceu no estádio Luso-Brasileiro, no Rio de Janeiro.
| HOSTILIDADE | A torcida do Botafogo continua vivendo às turras com o time e, principalmente, com o treinador Celso Roth. Apesar de o time realizar uma das melhores campanhas dos últimos dez anos, a paciência praticamente inexiste.
Antes da partida, uma faixa colocada no alambrado deu bem a dimensão do descrédito: "Time que não honra a camisa gloriosa vai honrar o pacto?".
A questão referia-se à promessa feita pelos jogadores de que classificariam o Botafogo para a Copa Sul-Americana caso nenhuma dispensa fosse efetuada pela diretoria após a derrota para o Flamengo.
No segundo tempo, sobraram hostilidades na direção do técnico Celso Roth. Após Reinaldo perder um gol, ouviu-se o grito de "Alex Alves". Na última semana, o atacante foi afastado pelo treinador. Depois, a torcida chamou Roth de burro e o xingou duramente. | O resultado deixa o Botafogo ainda mais firme no plano Copa Sul-Americana. O time foi a 53 pontos e restando quatro rodadas para o fim da competição precisa de sete pontos para se garantir matematicamente.
A vitória foi importante, sobretudo, para esfriar os ânimos em General Severiano. Na última semana houve ameaça de dispensa de jogadores, possibilidade da demissão do técnico Celso Roth, afastamento do atacante Alex Alves e a reeleição do presidente Bebeto de Freitas.
Pelo lado paranista, a derrota praticamente encerra as chances de chegar à Libertadores. Porém, o time ainda está na zona de classificação para a Sul-Americana. Depois de duas vitórias seguidas, o time dirigido por Luiz Carlos Barbieri volta a perder e segue estacionado nos 57 pontos.
"Faltou mais tranqüilidade, ver o companheiro melhor posicionado", disse Barbieri, que durante a partida queixou-se do individualismo do atacante Borges.
Na próxima rodada, o time alvinegro pega o Paysandu, quinta-feira, no Mangueirão. Já o compromisso seguinte dos curitibanos será contra o Santos, quarta-feira, em São Paulo.
O jogo O Botafogo entrou em campo com o pensamento fixo de apagar a má impressão deixada no clássico contra o Flamengo. No último domingo, mesmo com um jogador a mais, o time permitiu a virada e acabou perdendo por 3 a 1.
"Precisamos dar a resposta ao nosso torcedor e a muitas pessoas que falaram bobagem", disse Caio.
Mas o início foi favorável aos visitantes. A movimentação de Borges e Sandro criou dificuldades à defesa carioca. Aos 17min, Borges tocou, Neto chutou cruzado e a bola bateu na zaga antes de sair.
O Botafogo só atacou com perigo aos 20min. Após jogada marcada por erros das duas partes, Reinaldo se enrolou e não conseguiu finalizar. A melhor chance aconteceu aos 27min. Ramon cobrou falta, Caio subiu livre e cabeceou muito perto do gol de Flávio.
A melhora dos anfitriões foi tão acentuada que o gol saiu aos 42min. Ramon cobrou falta no ângulo esquerdo de Flávio e abriu o placar. Na comemoração, o meia fez gestos provocativos para a torcida.
"Não foi nada disso. Quis apenas incentivar os torcedores, que vieram nos prestigiar", disse Ramon, no intervalo.
O gol fez com que os paranaenses ficassem expostos aos contra-ataques. Em um deles, aos 36min, Caio deixou Ruy livre. O lateral driblou o goleiro e rolou para o gol vazio. Entretanto, Marcos apareceu sobre a linha para salvar.
O Paraná só se recuperou aos 45min, quando Neto levantou na área e Beto cabeceou com perigo. No segundo tempo, a partida caiu um pouco de ritmo. Em uma das raras chances dos primeiros minutos, Reinaldo, aos 14min, entrou livre, mas chutou muito mal.
O lance foi o estopim para acabar com a paciência da torcida. Primeiro, os torcedores gritaram o nome do atacante Alex Alves, que sequer foi relacionado para o banco de reservas por decisão do técnico Celso Roth. Na seqüência, o alvo foi o próprio treinador, que foi xingado.
O Paraná cresceu e aos 28min Borges dominou no peito, driblou um zagueiro, mas finalizou por cima. O Botafogo cozinhou o jogo e definiu-o aos 41min. Ruy levantou da direita e Juca cabeceou sozinho dentro da pequena área.
BOTAFOGO Lopes; Ruy, Rafael Marques, Scheidt e Bill; Jonilson, Diguinho, Juca (Almir) e Ramon; Caio (Marcelinho) e Reinaldo (Ricardinho)_ Técnico: Celso Roth
PARANÁ Flávio; Daniel Marques, Marcos (Eder) e Aderaldo; Neto, Rafael Mussamba (Fernando Gaúcho), Mário César, Beto e Edinho (Vicente); Sandro e Borges Técnico: Luís Carlos Barbieri
Data: 13/11/2005 Local: estádio Luso-Brasileiro, no Rio de Janeiro (RJ) Árbitro: Paulo Cesar Oliveira (SP) Auxiliares: Nilson de Souza Monção e Marinaldo Silvério (ambos de SP) Cartões amarelos: Rafael Mussamba (P), Ramon (B), Rafael Marques (B), Diguinho (B) Gols: Ramon, aos 32min do primeiro tempo; Juca, aos 41min do segundo tempo
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