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01/02/2006 - 21h25
Na retranca, Atlético-MG só empata com o Ipatinga
Do Pelé.Net Em Belo Horizonte
O Atlético-MG manteve sua invencibilidade no Ipatingão, mas não conseguiu o resultado que precisava para caracterizar uma reabilitação da derrota por 3 x 0 para o Democrata-SL, na rodada passada. O empate em 0 x 0 com o Ipatinga, que também continua sem perder em seus domínios, há 11 meses, obriga o Galo a vencer o rival Cruzeiro, no domingo, sob pena de se afastar ainda mais dos líderes.
A partida no Vale do Aço mostrou uma inversão de situações, impensável há alguns anos. Na maior parte do jogo, o Atlético, primeiro campeão brasileiro, em 1971, apesar de toda sua tradição, comportou-se como time pequena, na retranca, limitando-se a tentar esporádicos contra-ataques. O jovem Ipatinga, atual campeão mineiro e que vinha de um empate, com o Cruzeiro, no Mineirão, tomou invariavelmente a iniciativa do ataque.
"A gente precisa jogar um pouco mais", o desabafo do experiente atacante Marques, após o término dos primeiros 45 minutos, resume bem o desempenho atleticano. Se o Galo foi cauteloso, na etapa inicial, no segundo tempo o técnico Lori Sandri tirou o atacante Jales e o substituiu pelo meia Rafael Gaúcho, colocando o Galo num esquema ainda mais defensivo: 3-6-1, somente com Marques à frente.
Dependendo excessivamente do jovem Ramon e do veterano Marques, ambos muito bem marcados, o Atlético pouco ameaçou o gol defendido por Rodrigo Posso, embora tenha melhorado ligeiramente o seu desempenho. Já o Ipatinga criava mais situações, mas falhava no momento das conclusões, ora por falta de pontaria e ora por afobação dos atacantes.
Com o empate, o Ipatinga continua invicto no Mineiro, com cinco pontos - uma vitória e dois empates -. em nove jogos (aproveitamento de 55,55). No próximo domingo, o Tigre vai medir forças com o Democrata, em Governador Valadares, que faz campanha fraca. O Atlético, que tem quatro pontos (desempenho de 44,44%), terá o clássico com o Cruzeiro, às 16h, do domingo que vem, no Mineirão, para tentar evitar uma crise. O jogo
O começo de partida foi nervoso. Logo aos dois minutos do primeiro tempo, o armador Ramon recebeu o cartão amarelo ao fazer falta no volante Paulinho. No lance seguinte foi a vez do armador Léo Medeiros, do Ipatinga, receber a mesma punição por falta em Ramon.
Nervosismo à parte, o Ipatinga estava melhor em campo. Aos 11 minutos, Léo Madeiros cruzou para dentro da área e o atacante Enrico, ex-Atlético, tentou ludibriar o árbitro colocando a mão na bola e levando perigo ao gol de Bruno. No entanto, Enéas Eugênio Aguiar estava atento no lance e advertiu o atacante com o cartão amarelo.
Com um jogo truncado por muitas faltas, o Galo só chegou ao ataque com perigo aos 16 minutos do primeiro tempo. Depois de recuperar bola, o lateral-esquerdo Vicente chutou forte para defesa de Rodrigo Posso. No lance seguinte, o atacante Enrico perdeu a chance do Ipatinga de abrir o placar ao chutar mascado.
O Ipatinga foi melhor no primeiro tempo, com Bruno sendo exigido em vários momentos. No entanto, foi o Galo quem teve a melhor chance de abrir o marcador. Aos 31 minutos, em contra-ataque, Ramon tocou para Marques que chutou forte e passou perto do gol de Rodrigo Posso, que pouco participou do jogo.
No final do primeiro tempo, o time do Vale do Aço voltou a pressionar o Alvinegro mineiro nas cobranças de escanteios e também nas faltas perto da área. Tanto que no último minuto, Ipatinga teve grande chance de abrir o marcador em cobrança de falta, mas a bola acabou desviando na barreira e aliviando o goleiro Bruno do perigo.
O atacante Marques deixou o gramado para o intervalo reclamando do estilo de jogo do Atlético. "Estamos rifando muito a bola lá atrás e ficando sem a posse de bola", criticou o camisa 9 alvinegro. O goleiro Bruno concorda e pediu maior posse de bola no meio-campo do seu time. Já o lateral-esquerdo Alemão, do Ipatinga, gostou do rendimento do Tigre. "Vamos trabalhar mais forte ainda no segundo tempo para sairmos com a vitória", comentou.
Para tentar melhorar o fraco rendimento atleticano, o técnico Lori Sandri tratou de reforçar o meio-campo. Tirou o atacante Jales, que reclamava da falta de aproximação entre os setores, e colocou o meia Rafael Gaúcho. O Ipatinga voltou para o segundo tempo com os mesmos jogadores e novamente tomando a iniciativa ofensiva.
Aos 8min, a trave salvou o Atlético-MG, após cobrança de falta por Léo Medeiros. A exemplo do primeiro tempo, o Ipatinga atacava e o Galo se defendia, tentando sem sucesso encaixar um contra-ataque. Aos 11min, o Atlético queria pênalti em um lance em que Marques cruzou e a bola bateu no braço do zagueiro Willian. O árbitro Enéas Eugênio Aguiar considerou involuntário o toque. Aos poucos, o Galo conseguiu equilibrar as ações. Ramon conseguia boas jogadas, mas o alvinegro também pecava nas finalizações. O técnico Ney Franco percebeu o crescimento do adversário e aos 21min fez logo duas alterações no seu time: tirou Alemão e Eraldo colocando Marinho Donizetti e Diego Silva, respectivamente. A partida ficou mais aberta, mas os times não conseguiram fazer os gols.
IPATINGA Rodrigo Posso; Denis, Teco, Willian e Alemão (Marinho Donizetti); Paulinho, Leandro Salino, Léo Medeiros e Walter; Enrico (Bruninho) e Eraldo (Diego Silva) Técnico: Ney Franco
ATLÉTICO-MG Bruno; Lima, Thiago Junio e Leandro Castan; Zé Antonio (Alício), Márcio Araújo, Rafael Miranda, Ramon (Éder Luís) e Vicente; Marques e Jales (Rafael Gaúcho) Técnico: Lori Sandri
Data: 1/2/2006 (quarta-feira) Local: estádio Ipatingão, em Ipatinga Árbitro: Enéas Eugênio Aguiar Cartões amarelos: Ramon, Vicente, Thiago Junio, Lima (Atlético), Léo Medeiros, Enrico, Paulinho, Teco (Ipatinga)
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